Contee apoia a greve de professores da rede privada do Rio de Janeiro
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino — Contee se solidariza ao Sinpro-Rio e aos professores e professoras da Educação Básica das escolas particulares do município do Rio de Janeiro que realizam, nesta quarta-feira (2), uma greve de 24 horas.
Além de reajuste salarial de 6%, a categoria reivindica, de forma justa, avanços em pautas que se repetem ano após ano sem solução: a hora-atividade referente ao trabalho realizado fora da sala de aula, a criação de uma mesa paritária para discutir o aprimoramento acadêmico, a ampliação da licença-paternidade para 20 dias e a equiparação salarial entre os docentes dos diferentes segmentos da Educação Básica.
A mobilização é o desfecho de uma campanha salarial que se arrasta desde março por intransigência do sindicato patronal. Em agosto, a categoria rejeitou, em assembleia, a proposta apresentada pelo Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado do Rio de Janeiro (Sinepe-Rio) para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho. A oferta patronal previa reajuste equivalente ao INPC e ampliação de apenas dois dias na licença-paternidade sobre o período já garantido em lei.
A Contee acompanha a campanha salarial da Educação Básica privada no Rio de Janeiro e se solidariza com as professoras e os professores representados pelo Sinpro-Rio. A Confederação também repudia a postura da entidade patronal, que insiste em oferecer um reajuste que não atende às necessidades da categoria enquanto ignora pautas antigas e legítimas, como a equiparação salarial e o reconhecimento do trabalho realizado fora da sala de aula.
A Contee reafirma seu apoio à luta do Sinpro-Rio e exige que o patronal reconheça, na mesa de negociação, o valor do trabalho docente.
Brasília, 2 de setembro de 2026.
Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino — Contee





