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A soberania nacional e a ordem democrática, consolidadas com a Constituição Federal de 1988, jamais estiveram tão ameaçadas de desmonte total, desde então, como se acham agora às vésperas do segundo turno da eleição presidencial.
Muito embora não faltassem, nesses trinta e oito anos, governantes autoritários e descompromissados com o Brasil independente, como o foram Collor, Temer- que usurpou o mandato de Dilma- e Jair Bolsonaro, o maior algoza da soberania e da ordem democrática, até então.
Todavia, nem mesmo o nefasto governo de Jair Bolsonaro, de tristíssimas lembranças, representou o grau de letalidade à ordem democrática e à soberania que representa o candidato Flávio Bolsonaro, que é seu filho. Isso, sem sequer ser eleito. O que será do Brasil, se ele desventuradamente vier a ser eleito?
Flávio Bolsonaro, antes de as urnas definirem quem será o eleito, sem base constitucional e/ou legal alguma, por meio de sua enfadonha e fascista narrativa, já decretou sua vitória, a destruição da Constituição Federal, o esvaziamento dos poderes de controle de constitucionalidade do Supremo Tribunal Federal (STF), que é um dos pilares da ordem democrática. E mais: vendeu a soberania nacional ao governo fascista de Trump, por meio de protocolo de compromisso, divulgado por Marco Rubio, Secretário de Estado dos EUA; prorrogou, em um ano, o mandato que sequer já obteve; loteou cargos, indicação de ministros ao STF e até fez convite a presidentes estrangeiros para sua posse.
A petulância e o desapreço pela Ordem Democrática, que é o inimigo primeiro a ser abatido, chegaram às raias do absurdo, a ponto de quebrar a multissecular tradição de guerras de rapina, que sempre despojaram o inimigo só depois de abatê-lo. Já Flávio Bolsonaro procura despojar a democracia, antes de a abater. O que se dará se desventuradamente vencer a eleição. O que o Brasil decente tem o dever de impedir que aconteça.
Por tudo isso e por tudo mais de danoso que virá, se Flávio Bolsonaro vencer a eleição, não há mais espaço para dúvidas, suposta neutralidade e/ou indiferença. O desafio, agora, posto a todos/as quantos/as almejam preservar o Brasil independente e democrático, é o de comparecer às urnas dia 25 deste mês e votar Lula; não por ele, mas pelo que sua vitória representa de alívio e de bem-estar para o país.
O momento não é mais de escolha entre candidatos. É, isto sim, momento de marcharmos unidos pelo Brasil soberano e democrático.
As entidades signatárias deste manifesto, fiéis aos seus compromissos programáticos de defesa intransigente de todos os fundamentos da República, conclamam todos/as eleitores/as que não querem ver o Brasil marchar celeremente para as trevas, que são a marca do fascismo encarnado no candidato Flávio Bolsonaro e de quem o sustenta; que representam a escória política.
A hora é agora. Depois será tarde demais!
Entidades que já aderiram ao manifesto:
Contee
Feeterj
Fepesp
Fesaaemg
Fetraeep
Fitee
Fitrae-BC
Fitraene
Saaesul
Sinpaae Ribeirão Preto
Sinpro ABC
Sinpro Bahia
Sinpro Baixada
Sinpro Bauru
Sinpro Campinas e Região
Sinpro Goiás
Sinpro Guarulhos
Sinpro Juiz de Fora
Sinpro Macaé e Região
Sinpro Minas
Sinpro Norte Joinville
Sinpro Pará
Sinpro-PI
Sinpro-Rio
Sinpro Santos
Sinpro São Paulo
Sinpro Sorocaba
Sinpro Taubaté
Sinpro Vales
Sinpro Valinhos e Vinhedo
Sinproeste Chapecó
Sinpror
Sinprosasco
Sinteea
Sinteepp
Sinteerv
Sintrae-MS
Sintrae-MT



