A urgência de reeleger Lula: democracia, soberania e dignidade do trabalho

A eleição deste domingo não se trata de uma disputa ordinária. A população vai decidir se mantém de pé a democracia, a soberania nacional e os direitos de quem vive do próprio trabalho ou se entrega tudo isso a quem nunca os respeitou.

O debate de ontem escancarou o que está em jogo. Flávio Bolsonaro tentou se apresentar como um rosto novo, mas o que se viu foi a velha prática de quem não hesita em atacar a trajetória de quem construiu este país com as próprias mãos. Ao chamar Lula de “9 dedos”, Flávio não ofendeu apenas um homem: ofendeu milhões de trabalhadores e trabalhadoras que, como Lula, já perderam parte do corpo ou da saúde nas fábricas e nos canteiros de obras deste Brasil. O dedo que Lula perdeu foi arrancado por uma prensa aos dezessete anos, no chão de fábrica. Zombar dessa cicatriz é zombar de toda a classe trabalhadora — algo que Flávio, criado em berço de ouro e com primeiro emprego forjado, jamais compreenderá.

Essa mesma arrogância se traduz em suas tratativas ocultas. Enquanto tenta enganar o eleitor com promessas vazias, Flávio já sinalizou ao empresariado que, se eleito, revisará o fim da escala 6×1 para agradar ao setor produtivo. Ou seja: o direito ao descanso, conquistado a duras penas, será o primeiro a ser negociado nos gabinetes fechados para garantir a lucratividade de poucos. É a velha receita: direitos retirados em nome do “custo Brasil”. Também já prometeu aos seus aliados que vai elevar a idade de aposentadoria e rever o Bolsa Família. Para os amigos, tudo, para o povo, nada.

Mas a urgência de amanhã vai além das pautas trabalhista e social. A democracia brasileira segue sob ameaça de um campo político que nunca aceitou o resultado de 2022, que ataca o Supremo Tribunal Federal e que flerta abertamente com a submissão a interesses externos. A soberania nacional está em jogo: nosso petróleo, nossos minerais críticos, nossa biodiversidade e a capacidade de decidir o próprio futuro não podem voltar a ser moeda de troca.

Garantir a vitória de Lula é a condição para que o Brasil não retorne ao passado, mas olhe para o futuro. É a única saída para que o país possa garantir tudo o que foi retomado e conquistado nesses quatro anos, mas também avançar no fortalecimento da democracia e se desenvolver sem deixar o trabalhador para trás. Com justiça social, distribuição de renda e garantia de uma vida digna para quem constrói o país.

A vitória de Lula é a vitória de quem trabalha, da democracia e de um Brasil soberano. Amanhã, a Contee conclama todos os trabalhadores às urnas. É Lula, 13, presidente do Brasil.

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