Contee participa do 67° Coneg da UNE
A coordenadora da Secretaria de Assuntos Educacionais da Contee e coordenadora do Fórum Nacional Popular de Educação (FNPE), Adércia Bezerra Hostin dos Santos, e a diretora da Plena da Confederação Cristina Castro, que representou a entidade, participaram, no fim de semana, do 67º Coneg da UNE. O encontro, realizado na PUC-SP, teve como tema “Resistência na educação: qualidade e democracia sim, mordaça não!”. As duas diretoras fizeram parte da mesa de abertura, que debateu a pauta principal do Coneg.
Em sua fala, Adércia ressaltou os ataques à educação praticados ao longo dos últimos dois anos, com a perda do foco do investimento das políticas públicas na área e o desmonte do MEC e do Fórum Nacional de Educação (FNE). “Um Plano [PNE] formulado pela sociedade civil com toda a população, que não é um plano de governo, é um plano de Estado que precisa ser cumprido como objeto de lei, que ficou inviabilizado com o desmonte do Estado de Direito que é a Emenda Constitucional 95”, destacou.
Para Adércia, além do desmonte que inicia na EC95 e transita na reforma trabalhista, existe uma tentativa de privatização geral de todos os serviços. “É preciso que a juventude não se cale, que os professores não se calem. Essa resistência não será breve”, alertou.

Representando a Contee, Cristina Castro também participou da mesa “Educação não é mercadoria – a luta nas universidades privadas”, que abordou uma das principais bandeiras da Confederação. Na apresentação, a diretora da Plena contrapôs, por um lado, a construção do Estado democrático e de direitos universais — regulamentado na Constituição — e, por outro, a implementação do projeto neoliberal, antidemocrático por essência.
Fazendo um apanhado histórico, bem como uma análise do processo crescente de atendimento aos interesses privatistas na educação, Cristina destacou a necessidade da luta coletiva. “É preciso que haja articulação das lutas em defesa dos direitos e da Previdência pública e pela manutenção do Estado de direitos e da educação pública e gratuita”, apontou. “Temos que construir uma frente ampla em defesa da educação pública, gratuita e democrática e transformar a luta pela educação pública em bandeira estratégica de projeto de nação, a partir da mudança de qualidade.”

Por Táscia Souza, com informações da UNE




