Coordenadora publica nota sobre os 50 anos do golpe na Argentina e se posiciona contra o avanço da extrema direita

As entidades que integram a Coordenadora de Sindicatos de Trabalhadores e Trabalhadoras do Ensino Privado e Particular publicaram nota conjunta nesta terça-feira (24) sobre os 50 anos do Golpe de Estado civil-militar na Argentina.

A organização denuncia a intervenção imperialista dos Estados Unidos, que levou ao golpe de 1976. E manifesta: “Ainda seguimos esperando que nos digam onde estão nossos familiares. Ainda seguimos esperando que os que cometeram esses crimes contra a humanidade paguem pelas atrocidades”.

A Coordenadora é formada por entidades representativas de trabalhadores da educação privada no Brasil (Contee), no Chile (Fesicop), na Argentina (Sadop) e no Uruguai (Sintep).

Confira a nota conjunta:

24 DE MARÇO DE 2026

COMUNICADO DA COORDENADORA DE SINDICATOS DE TRABALHADORES E TRABALHADORAS DO ENSINO PRIVADO E PARTICULAR (COSSIEP)

CONTEE (BRASIL) · FESICOP (CHILE) · SADOP (ARGENTINA) · SINTEP (URUGUAI)

Passados 50 anos do Golpe de Estado civil-militar na República Argentina, a Coordenadora de Sindicatos de Trabalhadores e Trabalhadoras do Ensino Privado e Particular expressa:

  1. O golpe de Estado perpetrado em 1976 na irmã República Argentina integrou o Plano Condor, um plano de intervenção em nossa América Latina, concebido pela potência imperialista dos Estados Unidos da América.
  2. Tratou-se de uma articulação entre o governo e os serviços de inteligência norte-americanos com civis, forças armadas e policiais de nossos países, que instauraram ditaduras responsáveis por aprofundar a dependência econômica, perseguir, prender, sequestrar, assassinar e promover o desaparecimento de milhares de nossos familiares, amigas, amigos e vizinhos.
  3. Nossos povos padecem ainda hoje das nefastas consequências deste amargo período de nossa história. Ainda seguimos esperando que nos digam onde estão nossos familiares. Ainda seguimos esperando que os que cometeram esses crimes contra a humanidade paguem pelas atrocidades cometidas contra meninos, meninas, mulheres e homens de nossos povos.
  4. Afirmamos nossa solidariedade e compromisso de seguir lutando junto ao povo argentino e a nossas companheiras e companheiros trabalhadores da educação que foram vítimas do terrorismo de Estados.
  5. Presenciamos um momento crucial para o destino da classe trabalhadora. A luta pela memória e por seguir a história de luta de nossas mães e avós é um pilar para enfrentar o negacionismo e o avanço da ultra direita.

Por memória, verdade e justiça.

Contra o intervencionismo dos EUA.

Nunca mais!

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