Seu voto define a qualidade da merenda escolar

Eleger Lula é imprescindível para derrotar a fome e assegurar merenda de qualidade e segurança alimentar a milhões de crianças e adolescentes em todo o Brasil

A CDH (Comissão de Direitos Humanos) do Senadocobrou, nesta terça-feira (13), explicações do governo do Distrito Federal sobre as denúncias de falta de merenda escolar. A cobrança foi feita depois que estudantes de um centro escolar de Planaltina, no DF, relataram que não há alimentos para todos e que eles estavam sendo marcados com carimbo para não repetir as refeições.

Ainda segundo as denúncias, quem recusasse a marcação não receberia comida, situação degradante e que fere a dignidade humana.

A situação não é calamitosa apenas no Distrito Federal. No último domingo (11), reportagem de Carlos Medeiros, no portal UOL, mostrou que, sem reajuste há 5 anos — portanto, após o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff —, amerenda virou bolacha e suco em cidades pobres.

Menos de R$ 1 para alimentação

Isso ocorre porque o governo de Jair Bolsonaro (PL)disponibiliza, hoje, menos de R$ 1 para a alimentação de cada estudante da educação básica, ignorando o reajuste da inflação. Para as crianças que estão na pré-escola, a merenda, agora, custa R$ 0,53, ao passo que, para quem está nos ensinos fundamental e médio, a verba é de míseros R$ 0,36, de acordo com o próprio MEC(Ministério da Educação).

Tudo fica ainda mais grave num cenário em que 33 milhões de pessoas passam fome no Brasil atualmente, conforme apontou, em junho deste ano, a segunda edição do Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil, elaborada pela Rede Penssan (Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania Alimentar e Nutricional).

O patamar é semelhante ao que havia sido registrado há três décadas.

Programa Nacional de Alimentação Escolar

É preciso lembrar que, durante os governos Lula e Dilma, o Programa Nacional de Alimentação Escolar, esse mesmo destruído por Bolsonaro, havia sidocontinuamente aprimorado.

Inclusive, o programa serviu como instrumento de desenvolvimento local, por meio da autorização da compra direta da agricultura familiar, garantindo, ao mesmo tempo, comida saudável e renda para os pequenos produtores.

O número de estudantes atendidos pelo programa de merenda escolar cresceu de 36,4 milhões para 41,3 milhões, entre 2002 e 2015.

Não há comparação nem tampouco outra escolha possível. Derrotar Bolsonaro e eleger Lula é imprescindível para derrotar a fome e assegurar merenda de qualidade e segurança alimentar a milhões de crianças e adolescentes em todo o Brasil.

Táscia Souza

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