Sinpro-BA: Sindicato e defensoria pública da Bahia fazem parceria sobre o Projeto Infância sem Racismo

Do site da Defensoria Pública do Estado da Bahia. Reprodução Sinpro-BA

Com intuito de fortalecer a campanha Infância Sem Racismo nas Escolas, a DPE-BA e o Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (Sinpro-BA) deram início a uma parceria. Durante reunião, que ocorreu nesta quarta-feira, 27, estiveram presentes a coordenadora de Direitos Humanos da defensoria, Eva Rodrigues, e os representantes da Sinpro-BA: o coordenador geral, Allysson Mustafa, e o diretor do departamento jurídico, Francisco Pedro Oliveira, para iniciar as tratativas do compromisso.

Essa junção de esforços surgiu mediante a procura do Sindicato pela instituição.  Com a campanha Infância Sem Racismo, o grupo entendeu ser importante haver uma relação parceira para tratar do preconceito dentro do ambiente que jovens e crianças estão inseridos diariamente. “A escola tem um papel fundamental no processo formativo e portanto é da nossa compreensão de que trazer esse debate para educação é uma necessidade urgente”, comentou Allysson.

Já em 2021 a Sinpro-BA  havia demonstrado interesse em criar um vínculo com a instituição devido a algumas situações racistas dentro das escolas. “Procuramos a DPE para definir possibilidades de ações, estratégias que pudéssemos construir conjuntamente para tratar dessas questões”, disse o coordenador.

A campanha da Defensoria da Bahia teve início no final de março e já conta com vídeo institucional divulgado nos canais de televisão do estado, além de também ter sido divulgada através de rádios, outdoors e redes sociais. O principal intuito com essa movimentação é fazer com que haja um fortalecimento da luta contra o racismo e que isso seja dialogado desde a infância.

Além disso, no dia 18 de Abril, a instituição lançou o edital para o Selo Antirracista para que as escolas possam se inscrever para concorrerem ao selo e serem reconhecidas pelas práticas de combate ao racismo. O objetivo é incentivar as instituições que já cumprem a determinação da Lei 10.639/03 e da Lei 11.645/08 e estimular aquelas escolas que ainda não adotam ações voltadas para a educação das relações raciais a fazê-lo.

Para Eva Rodrigues, é preciso ampliar o alcance do selo e a proposta da parceria com a Sinpro-BA é bem-vinda. “Tenho certeza que a parceria com o Sindicato fará ecoar o projeto Selo Escola Antirracista junto as professoras e professores de toda a rede privada do ensino de Salvador”, declarou.

O coordenador-geral do Sinpro-BA finalizou o encontro destacando ser extremamente importante haver esse diálogo dentro das escolas. “Há uma formação nossa enquanto povo em que a condição do negro na nossa sociedade esteve muito atrelada a condição da escravidão. É preciso desconstruir essa visão preconceituosa e construir um olhar de plena cidadania”.

Do Sinpro-BA

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