UNE lança campanha “Estudantes com Lula” e convoca mobilização nacional até 24 de outubro
A diretoria da União Nacional dos Estudantes (UNE) decidiu, nesta terça-feira (6), apoiar a reeleição do presidente Lula (PT) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026 e lançou a campanha “Estudantes com Lula”. A entidade também divulgou um calendário de mobilização até 24 de outubro, véspera do segundo turno.
Em nota intitulada “Estudantes com Lula pelo futuro do Brasil”, a UNE afirma que a concretização da Plataforma da UNE de Avanços para o Brasil — agenda construída pela juventude organizada — só será possível com a vitória de Lula no segundo turno.
“Não basta falar apenas para quem já está convencido. Nosso papel é disputar corações e consciências dentro e fora das instituições de ensino e dialogar com a sociedade sobre o projeto de país que defendemos”, destaca a nota.
Calendário da campanha
A UNE convocou entidades estudantis nacionais — DCEs, Centros e Diretórios Acadêmicos, entidades estaduais e uniões municipais — e estudantes de todo o país a realizarem assembleias e plenárias, e construírem focos de mobilização dentro e fora das universidades, em praças, estações de transporte público, bairros e periferias.
O que diz a nota
No documento, a UNE resgata sua trajetória de enfrentamento à ditadura, as Diretas Já e as grandes lutas pela democracia, e afirma que “o enfrentamento democrático está no DNA dos estudantes brasileiros”. A entidade classifica as universidades como “território antifascista” e “trincheiras de resistência”.
A nota contrapõe os dois candidatos: de um lado, Flávio Bolsonaro, que segundo o texto “representa um campo político que, quando no poder, exterminou as perspectivas de futuro e mudança do povo brasileiro” e cujas posições “representam graves ameaças à democracia, aos direitos sociais e à soberania nacional”. Do outro, Lula, “representante da possibilidade de construção de avanços e mudanças em prol do país”.
“Não está em disputa apenas quem vai ocupar a Presidência da República. Está em disputa que Brasil teremos depois desta eleição.”
A UNE lista conquistas dos últimos anos que estão em jogo: o Pé-de-Meia, o Pé-de-Meia Licenciaturas, a Política Nacional de Assistência Estudantil, a atualização da Lei de Cotas com inclusão da população quilombola, o novo Plano Nacional de Educação com previsão de 10% do PIB para o setor e o fim da lista tríplice. A nota também cita a saída do Brasil do Mapa da Fome e a taxa média de desemprego de 5,6% em 2025, a menor da série histórica iniciada em 2012.
Pautas para o próximo governo
A entidade apresenta uma agenda de reivindicações para o futuro:
- Colocar a educação no centro de um projeto nacional de desenvolvimento
- Universidades e institutos federais fortalecidos e com orçamento à altura
- Assistência estudantil suficiente para que nenhum jovem abandone o sonho de se formar
- Ciência e tecnologia como instrumentos da soberania brasileira
- Valorização de pesquisadores, professores e trabalhadores da educação
- Avanço nos direitos trabalhistas e fim da escala 6×1
- Erradicação definitiva da fome
- Um Brasil soberano, “dono dos seus caminhos, das suas riquezas e do seu futuro”
“Queremos um Brasil soberano, dono dos seus caminhos, das suas riquezas e do seu futuro. Um país que não aceite tutela, chantagem ou submissão estrangeira.”
Convocação ao movimento estudantil
A nota encerra convocando DCEs, centros e diretórios acadêmicos, entidades estaduais, uniões municipais e estudantes de todo o país a realizarem assembleias e plenárias para debater o segundo turno e organizar a mobilização.
“Nosso primeiro desafio é simples: assembleia precisa terminar com organização, tarefa e calendário.”
A UNE orienta que, durante a semana, a campanha seja construída dentro e fora das universidades, chegando a praças, estações de transporte público e todos os espaços onde seja possível conversar com a população. Nos finais de semana, a orientação é construir brigadas em bairros, periferias e territórios.
“Onde houver estudante, tem que haver organização. Onde houver ameaça à democracia, deve haver movimento estudantil mobilizado.”
A entidade relembra que, em 2022, contribuiu para derrotar Jair Bolsonaro nas urnas e que, passados quatro anos, é hora de “estado permanente de mobilização pela derrota de Flávio”.
“Não sairemos das ruas!”
Confira o calendário de mobilização e a nota aqui.



