Voto em Lula impulsiona Brasil para o futuro
Por José Geraldo de Santana Oliveira*
A teoria do big bang, idealizada pelo físico belga George Lemaitre, em 1927, sustenta que o universo surgiu e se expandiu a partir de um único ponto, que é o átomo primordial.
A vida social, nas sociedades democráticas, como o é a brasileira, também se guia e se desenvolve a partir de um único ponto: o voto.
O singelo e quase meteórico ato de apertar a tecla “confirma” da urna eletrônica, no próximo dia 4 de outubro, decidirá não apenas o presidente, os deputados federais e os estaduais, os senadores e os governadores. Decidirá, também, se a democracia vai viver, florescer e prosperar — ou se vai murchar e até morrer, por asfixia.
E mais: decidirá se haverá ou não soberania, tão cara a todos os povos que se querem livres; educação, saúde e previdência e assistência social universais e inclusivas e para todos; se haverá ou não trabalho decente, condições de trabalho e salários dignos; se haverá ou não sindicatos fortes e capazes de bem representar os/as trabalhadores/as de suas categorias; se o salário-mínimo será ou não valorizado; se o Brasil se manterá ou não fora do mapa mundial da fome, de onde saiu a partir de 2023.
Todo esse complexo universo que faz girar a roda política e a vida social será decidido pela tecla confirma da urna eletrônica. Sua construção rumo ao futuro de esperança ou de desesperança e de marcha para o futuro ou para as trevas, em primeiríssimo lugar, dependerá do número que se digitar para a escolha do presidente.
Se o número escolhido e confirmado for o 13, o horizonte estará aberto para a conquista do futuro de luz; se for o 22, não haverá remédio, o Brasil marchará celeremente para o passado e para retrocesso político e social, sem liberdades de expressão e ação, de intolerância absoluta à diversidade e aos que pensam de modo diferente, inclusive quanto à crença religiosa; para a perda de todos os direitos sociais, morte dos sindicatos e desproteção social.
Por tudo isso é que se afirma, com justeza e propriedade, que o Brasil se encontra em uma encruzilhada histórica jamais vista. Ou marcha rumo ao futuro, com Lula; ou salta direto para a treva, com Flávio Bolsonaro.
Ainda que se diga o contrário, não há outra via nem meio termo. Só há esses dois caminhos. O voto decidirá.
*José Geraldo de Santana Oliveira é consultor jurídico da Contee





