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Teve início na tarde desta terça-feira, 30, a reunião da Diretoria Executiva da Contee, que será encerrada nesta quarta. A pauta do dia foi o debate da situação nacional após as eleições gerais e o segundo turno. Diante da vitória do candidato da extrema-direita no pleito presidencial, o coordenador-geral, Gilson Reis, ponderou: “Entramos num período dramático da história do Brasil. A vitória de Bolsonaro resultou da acumulação de forças das elites contra as conquistas constitucioniais, trabalhistas e previdenciárias, e as organizações populares e forças progressistas, . Precisamos organizar a frente ampla democrática, fortalecer as entidades sindicais e sociais. O caminho é a luta, a mobilização, a organização e a coragem. A Contee nunca foi tão necessária!”.

Para os dirigentes, desde 2005, quando o chamado caso do mensalão foi utilizado para desestabilizar o Governo Lula, setores do Executivo, Legislativo, Judiciário e da mídia oligopolista atuam para reassumir o comando do Executivo, o que foi alcançado agora, na eleição presidencial. O Congresso se tornou mais conservador na eleição passada e ainda mais agora, no pleito deste ano. A investida dos parlamentares ligados ao capital contra os direitos e entidades sociais ganhou força. Voltam à pauta a proposta da Lei da Mordaça (Escola Sem Partido) e a reforma da Previdência, para retirar direitos dos aposentados e dificultar a aposentadoria dos trabalhadores.

Apesar do revés, os setores democráticos conseguiram importantes conquistas, como a eleição de alguns governadores e parlamentares progressistas e a obtenção de 47 milhões de votos para Haddad, no segundo turno.

“A retomada da violência contra os setores populares é a volta de um lugar comum de nossa história de séculos de escravidão, governos que atropelaram a Constituição e reprimiram organizações e lideranças populares. Temos muito o que resistir e fazer, e o povo fará!. A principal batalha imediata é contra a Lei da Mordaça e a reforma da Previdência, já em pauta no Congresso. Devemos fortalecer os sindicatos e buscar novas formas para sua organização e financiamento. Buscar a unidade de todos os trabalhadores, organizações, partidos e personalidades democráticas para enfrentar o capital e o obscurantismo, que estão unificados. Temos também que tratar da questão educacional e preparar a campanha salarial de 2019”, afirmou Gilson, ao encerrar a reunião, que pela primeira vez aconteceu na sede própria da entidade, em Brasília.

Por Carlos Pompe

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