Após críticas, Margareth Menezes ganha apoio de artistas para o Ministério da Cultura

Cotada para o cargo de Ministra da Cultura de Lula, o nome Margareth Menezes vem sofrendo resistência por parte de alguns políticos e funcionários públicos que almejavam um nome mais técnico para a pasta que será recriada no novo governo. Em meio a críticas, artistas, escritores e ativistas saíram em defesa da cantora, reforçando as suas habilidades para o cargo, assim como toda trajetória. Conceição Evaristo, por exemplo, apontou o racismo presente nas críticas:

“Somos questionadas em tudo. Se outra mulher e particularmente, se negra, ao ser convidada para qualquer ministério, os questionamentos surgiriam. Tenho dito, as mulheres negras com as suas candidaturas, com seus cargos eletivos, suas vidas sacrificadas até à morte, popularizam os partidos, representam a base, legitimam discursos de uma esquerda que veemente (de uma direita também) se diz não racista, não machista, não transfóbica, não elitista, afirmando ser democrática. Um povo cheio de boas intenções teóricas, discursivas. A luta das candidaturas negras para passarem nas convenções partidárias, parece não ser nada fácil. Bocas pronunciadoras de apoio às mulheres negras, na hora de escolherem, optam pelo nome de homens brancos. Aos homens brancos é pedido ‘diploma ministerial’, ‘curso de gestor público’?”, diz um trecho de um texto de Conceição Evaristo.

A escritora cita ainda um texto da colunista de O GLOBO Flávia Oliveira, que destavaca as habilidades técnicas de Margareth.

Extra

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