Contee Conta debate liberdade de cátedra com a presidente do SintraeMT, Nara de Souza

Na pauta, perseguição aos professores em tempos de bolsonarismo

A Contee Conta recebeu, nesta segunda-feira (18), à tardezinha, a presidente do SintraeMT (Sindicato dos Trabalhadores dos Estabelecimentos de Ensino de Mato Grosso), Nara Teixeira de Souza, para dialogar com o coordenador geral da Confederação, Gilson Reis. Na pauta, fato ocorrido no estado do Mato Grosso, no início de setembro, quando uma professora foi coagida por bolsonaristas no exercício da atividade docente em sala de aula.

A ação contra a professora foi identificada pelo Sintrae como ataque à liberdade de cátedra. Na conversa, a presidente identificou o fato afirmando que os “ataques que não são novos”. Segunda Nara de Souza, a “gravação dessa aula foi tirada de contexto”, em particular “quando a professora fazia “duras críticas ao posicionamento do governo Bolsonaro em relação a questão do desmatamento e o voto impresso”.

O fato teve ampla repercussão. A instituição puniu a professora, inclusive com suspensão de três dias, e o Sindicato interveio em defesa da docente. “A escola não tomou os cuidados com a imagem da professora”, criticou a dirigente sindical.

Entenda o caso

O SintraeMT adotou medidas judiciais em razão de a exposição da professora do Colégio Notre Dame de Lourdes, em Cuiabá, que foi suspensa pela direção da unidade após criticar o presidente Jair Bolsonaro durante aula on-line para o 3º ano do ensino fundamental. “Existe a liberdade de cátedra. Os professores se posicionam dentro de diversos temas. O tema discutido pela professora, no qual causou essa confusão toda, era uma proposta de discutir a demarcação das terras indígenas, uma proposta da escola, que estava discutindo isso com os alunos”, disse Nara Teixeira Souza, presidente do SintraeMT.

E acrescentou: “Os professores têm liberdade de dar sua opinião, de colocar as situações todas, que é uma liberdade de ensino. Agora, tem todas as suas responsabilidades também em relação a isso”.

Assista a íntegra da conversa

Marcos Verlaine

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