Entidades internacionais da educação repudiam bloqueio dos EUA à Cuba
A Confederação de Educadores Americanos, organização sindical internacional que reúne entidades de trabalhadores da educação de todo o continente americano – e a qual a Contee é filiada –, a Federação de Sindicatos de Docentes Universitários da América do Sul (Fesiduas) e o Fórum pela Educação na Ibero-América emitiram, nesta segunda-feira (18) uma nota de repúdio ao bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos à Cuba.
A entidade também expressa sua solidariedade e apoio ao povo cubano e às organizações que representam os trabalhadores da ilha.
“Hoje é urgente tomar as medidas necessárias para a construção de novas relações baseadas no respeito às decisões soberanas das nações, que permitam o nascimento de um tão almejado novo mundo”, afirma a nota.
Na última semana, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, afirmou que o bloqueio deixou o país sem petróleo e sem combustível, o que gerou uma enorme crise no sistema elétrico nacional. “Para a jornada de hoje, prevê-se um déficit de mais de 2 mil MW no horário de máxima demanda ou pico noturno. Esse dramático agravamento tem uma única causa: o genocida bloqueio energético ao qual os EUA submetem o nosso país, ameaçando com tarifas irracionais qualquer nação que nos forneça combustível”.
Apesar das tentativas estadunidenses de convencer o mundo que os problemas enfrentados por Cuba são culpa da má gestão do governo, Díaz-Canel declarou estar aberto ao diálogo “em igualdade de condições”.
“A nossa resposta segue sendo a mesma: dispostos sempre ao diálogo em igualdade de condições, continuaremos resistindo e criando, convencidos cada vez mais de que nos cabe saltar, com esforços próprios, por cima das enormes dificuldades, unidos como nação, e firmes para enfrentar os mais duros desafios”, afirmou.
A Contee reforça o repúdio ao bloqueio e se soma à solidariedade ao povo cubano. A política de sanções, em vigor há mais de seis décadas e agora recrudescida, precisa ter fim imediato. Defendemos a soberania de Cuba e o direito inalienável do povo cubano de escolher seu próprio sistema político e modelo socioeconômico, sem ingerências externas.
Confira a nota da CEA, da Fesiduas e do Fórum pela Educação na Íbero-América:
Pelo respeito à soberania de Cuba e a exigência do fim do ilegal e injusto bloqueio
A Confederação de Educadores Americanos (CEA), a Federação de Sindicatos de Docentes Universitários da América do Sul (Fesiduas) e o Fórum pela Educação na Ibero-América declaram, diante do recrudescimento da inaceitável asfixia sobre o povo cubano e suas necessidades básicas de energia e alimentos — que são parte central do bloqueio econômico, comercial e financeiro levado adiante pelo governo dos Estados Unidos —, sua rejeição enfática a essa situação e voltam a exigir o seu fim.
Nesse sentido, expressamos nossa firme solidariedade e apoio ao povo cubano, assim como às nossas organizações irmãs de trabalhadores e trabalhadoras da educação (SNTECD) e à Central de Trabalhadores de Cuba (CTC). Da mesma forma, instamos as organizações de trabalhadores da região e do mundo a se somarem, expressando sua ajuda e compromisso histórico nestes momentos críticos.
Reafirmamos, mais uma vez e de forma muito profunda, nossa concepção de uma América Latina e caribenha que seja exemplo como Zona de Paz e desenvolvimento com compromisso social.
O mundo de hoje se encontra diante de uma enorme encruzilhada que interpela as grandes potências políticas, militares e econômicas, que disputam de forma feroz e aberta seus espaços de “influência”. É aí que o diálogo e a diplomacia política se transformam numa enorme oportunidade histórica para transitar do mundo unipolar, vigente desde os anos 90, rumo a uma multipolaridade crescente e em desenvolvimento, sem volta atrás.
Do exercício decidido e proativo que favoreça os instrumentos de intercâmbio e cooperação entre nossos povos, países e nações, dependerá o sucesso ou não dessas ações, que marcarão o futuro da humanidade como um todo.
Hoje é urgente tomar as medidas necessárias para a construção de novas relações baseadas no respeito às decisões soberanas das nações, que permitam o nascimento de um tão almejado novo mundo.
É claro que as ações dos governos podem se transformar num instrumento civilizatório e de desenvolvimento, se for abandonada a ideia e a prática política baseada na dominação e no neocolonialismo.
A isso unimos, como sempre, nosso irrenunciável compromisso com nossos povos e seu futuro melhor.
Não à guerra, sim à paz.
Basta do bloqueio desumano a Cuba!
18 de maio de 2026.
Por Andressa Schpallir





