Santa Catarina: Sinepe trava assinatura da CCT ao exigir corte no horário de almoço dos professores

O Sinproeste (Sindicato dos Professores do Oeste de Santa Catarina) busca mediação do TRT (Tribunal Regional do Trabalho), em Florianópolis, para destravar a negociação coletiva com o Sinepe, sindicato patronal das instituições de ensino. A reunião está agendada para esta segunda-feira (08/06). O entrave é a exigência patronal de reduzir o intervalo intrajornada dos professores de uma hora para 30 minutos — condição que o Sinepe passou a impor para assinar a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

A categoria rejeita a proposta de forma expressiva. Pesquisa realizada pelo Sinproeste mostra que 96% dos professores são contrários à redução, e 97,5% consideram que 30 minutos não são suficientes para alimentação e descanso. “Não podemos aceitar a diminuição do horário de almoço, isso é um retrocesso. Perda de direitos já adquiridos é inadmissível”, afirmou a presidente do sindicato, professora Juleide Almeida Corrêa.

A demanda surgiu depois que as partes já haviam avançado nas negociações. Foram acordados reajustes de 4,5% para os professores do ensino básico, 4% para os do ensino superior e 6,47% para os auxiliares de classe. Além disso, foi pactuado reajuste de 4,5% sobre o piso salarial do ensino básico e 5% sobre o piso salarial do ensino superior.

Durante as tratativas — e sem acordo sobre as propostas acerca das cláusulas sociais —  ficou acordado que a CCT seria assinada apenas com a alteração das cláusulas financeiras. O Sinepe, no entanto, voltou atrás por e-mail e condicionou a assinatura à aceitação da redução do almoço. Diante do impasse, o Sinproeste, junto a outros sindicatos do estado, acionou o TRT para que a negociação pudesse seguir.

Fonte: Sinproeste

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