Obras, programas e avanços sociais abrem caminho para Lula se destacar sobre adversários sem ataques
Intensificar a divulgação de ganhos como o menor desemprego da história e iniciativas como o Desenrola melhora a avaliação do governo e atrai indecisos à reeleição
A ponto de completar o seu terceiro mandato, o presidente Lula pode ser visto como o executivo público mais experiente do País. Suas gestões são marcadas por proatividade em diferentes áreas da administração, o que muitas vezes leva a uma dispersão de energias no esforço de abordar tudo ao mesmo tempo dentro do curto espaço de uma campanha eleitoral.
A dispersão se acentua quando, simultaneamente, a preocupação de desconstruir o principal adversário, Flávio Bolsonaro, é uma prioridade política. Talvez não seja o ideal para a campanha ter de exercer esses dois papéis ao mesmo tempo — o de mostrar com clareza o que foi o governo Lula até aqui e o de apontar os malefícios que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro pode causar ao País.
O foco das peças de propaganda eleitoral, em todas as plataformas, em conquistas como o pleno emprego, a melhora na renda, o aumento do consumo das famílias e o crescimento contínuo do PIB é mais útil do que todos os ataques direcionados ao principal adversário eleitoral.
Intensificar a divulgação de obras entregues e programas em andamento, de forma organizada, é a melhor estratégia para elevar a avaliação do governo. Na pesquisa Quaest mais recente, deste mês de setembro, o governo Lula é descrito como ótimo e bom por 35% dos entrevistados, contra 37% que o consideram ruim e péssimo. A desaprovação permaneceu estável em 48%, ficando três pontos acima da taxa de aprovação.
O histórico das eleições brasileiras mostra que as campanhas eleitorais governistas têm conseguido, sem exceção, melhorar a avaliação das gestões às quais se alinham. Tem sido assim desde o presidente reeleito Fernando Henrique Cardoso, em 1998. Como se sabe, o avanço na compreensão dos governos tem reflexo positivo direto nas pesquisas eleitorais e nas urnas.
A campanha tem acesso a todas as informações relevantes do terceiro governo Lula. Quanto mais elas forem apresentadas à população, melhor o presidente se sairá na disputa. Há mais de 30 dias pela frente até a data da votação em primeiro turno, em 4 de outubro. É tempo suficiente para alavancar Lula e a sua gestão.





