Entre o desenvolvimento e o atraso: vitória de Lula nas urnas é essencial para o Brasil avançar
No romance de John Steinbeck “The Wayward Bus” — livremente traduzido como O Destino Viaja de Ônibus ou o Ônibus Desgovernado —, publicado em 1947, um grupo heterogêneo de passageiros e o motorista partem, em um ônibus velho e maltratado, da “Encruzilhada dos Rebeldes” rumo à cidade fictícia de San Juan, na costa sul da Califórnia; passando por várias peripécias até chegar ao seu destino.
Tal como no romance de Steinbeck, 158.745.463 eleitores/as — segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — são chamados/as a viajar até as urnas eletrônicas em 5571 municípios e 10751 distritos, no dia 4 de outubro e, se for o caso dia 25, para definir pelo voto os destinos do Brasil; por quatro anos, com pesados reflexos diretos, positivos ou desastrosos, em muitos outros vindouros.
No romance, os passageiros, como já anunciado, partiram da Encruzilhada dos Rebeldes. Nas eleições brasileiras, a rigor, os/as eleitores/as também partem de uma encruzilhada, que é a democracia, que tanto pode levá-los ao seu fortalecimento ou à sua morte; posto que são disputadas por dois projetos de Brasil diametralmente opostos; dependendo de quem for o vitorioso na eleição presidencial, sobretudo.
Se o vencedor for o projeto encabeçado pelo presidente Lula, o destino será o fortalecimento da ordem democrática, com perspectivas de marchar para o desenvolvimento e o progresso sociais. Se, ao reverso, desafortunadamente Flávio Bolsonaro for vencedor, o Brasil será impiedosamente lançado ao abismo, com a morte da democracia e dos cinco fundamentos da República Federativa, estabelecidos pelo Art. 1] da Constituição Federal (CF), que são: soberania, cidadania, dignidade da pessoa humana, valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e pluralismo político.
Quem porventura ainda tenha alguma dúvida sobre o que Flávio Bolsonaro pretende, caso os/as eleitores/as cometam o desatino — mais apropriado seria dizer suicídio político coletivo — de o eleger, basta que leia seu indecente plano de governo, com o debochado título “Para o Brasil vencer o atraso”.
Por isso, ainda que a vida política dele fosse de conduta ilibada, que a realidade comprova ser exatamente o oposto, pois ao que parece não há uma só falcatrua, associação criminosa que ele não esteja metido por inteiro; seu governo seria abismal, tendo como bússola seu programa e suas afirmações de que representaria a continuidade do que foi o de Jair Bolsonaro.
As ações dele e seu programa de governo, no quesito soberania e desenvolvimento, fazem atualíssima a satírica composição de Juca Chaves, de 1967, que retratava com refinada ironia o desgoverno do regime militar, na censurada composição “Lé com lé, cré com cré”, que assim ironizava, em excertos:
Esso, Shell, Esso, Shell
O Brasil pro beleléu (Refrão)
[..]
E as fábricas brasileiras
Vou dizer que já existem
Temos tantas, que beleza
Esso, Shell, Kolynos, Phillips
[..]
O Brasil é agradecido à Aliança pro progresso
Ganha leite apodrecido
No verão calça de inverno
O jeito é me mudar
Do lugar que tanto gosto
Eu vou lá pra capital
Nova sede que é Washington
(Refrão)
Se eu pudesse meu amigo
Eu iria perguntar Presidente o que há contigo
Será que vais se entregar
Ele me responderia
Falta um mês pra decisão
Falta um mês para que os States
Mandem outra informação
(Refrão)
[..]
O tigre é da Esso
O elefante é da Shell
O Brasil é de quem USA
E quem USA
O Brasil Sou EEUU”.
Hoje, a pergunta não seria ao presidente, mas ao candidato Flávio Bolsonaro, subalterno de Trump.
Por tudo isso e muito mais, aqui, não dito, se o presidente Lula não for o eleito nas eleições que se avizinham, o Brasil despenhará da encruzilhada democrática para a da morte da vida decente, das liberdades democráticas –- nelas incluídas a liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e o pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas-, do mundo do trabalho, da justiça e do bem-estar sociais.
Em síntese: o Brasil morrerá pelo voto!
Portanto, o ônibus que leva às urnas, só chegará ao destino de esperança e futuro, salvando a ordem democrática, se a maioria válidos dos votos for dada a Lula!
Desse modo, os/as eleitores/as terão de escolher se querem o Brasil ou Flávio Bolsonaro. Os dois são absolutamente incompatíveis!





