Paz também se vota: por que reeleger Lula é fortalecer a paz no Brasil

Neste 21 de setembro, Dia Internacional da Paz, a 13 dias do primeiro turno das eleições, o tema escolhido pela ONU para 2026, “Investir na paz para todos, em todos os lugares, todos os dias”, homenageia os “construtores cotidianos da paz”, pessoas que atuam nas comunidades e nas escolas, e ninguém conhece melhor esse trabalho do que quem ensina.

Em 3 de setembro, o TSE celebrou o Pacto Nacional pela Paz e Tolerância nas Eleições 2026, iniciativa bem-vinda que prevê campanhas e atividades educativas pela cultura de paz e pelo diálogo entre pessoas com visões políticas diferentes, mas a paz não se resume à ausência de conflito, pois exige direitos garantidos, instituições que funcionem e o direito de divergir sem medo.

A escola sente isso antes de todos: em fevereiro, a professora Juliana Santiago morreu dentro de uma instituição de ensino, em Porto Velho, depois de ser atacada por um aluno, e a violência não fica do lado de fora do portão, ela circula pelo país, de modo que o que se diz e se decide no debate público chega à sala de aula.

É por isso que esta eleição não é apenas mais uma. Embora doze chapas disputem a Presidência, a escolha deste ano tem caráter plebiscitário, porque o país decide se quer manter e fortalecer a ordem democrática ou se aceita a ameaça que o golpe de 8 de janeiro de 2023 tentou consumar, e a disputa é apertada: o Datafolha de 17 de setembro mostra Lula com 39% e o segundo colocado com 36% no primeiro turno, e 46% a 44% num eventual segundo turno, o que significa que cada voto conta.

A reeleição de Lula fortalece a paz, em primeiro lugar, pela via institucional, já que não há paz onde o resultado das urnas é questionado, onde o Supremo é ameaçado e onde a divergência é tratada como inimiga, e reeleger Lula é reafirmar que quem vence as eleições governa e quem perde respeita o resultado.

Em segundo lugar, ela fortalece a paz que se constrói na educação, pois o programa de governo registrado no TSE prevê ampliar creches e pré-escolas, expandir a educação em tempo integral, manter o Pé-de-Meia e seguir o Plano Nacional de Educação 2026-2036, e escolas com estrutura, profissionais da educação valorizados e jovens que permanecem estudando criam condições concretas de convivência pacífica, porque a cultura de paz se ensina em escolas que funcionam.

Em terceiro lugar, a paz começa também na soberania: um país que decide seu destino com autonomia, dialoga com todos os povos e defende o multilateralismo contribui para um mundo menos violento, o oposto de uma política externa de submissão.

Do outro lado está a extrema direita, que representa o atraso ao tratar direitos como custo, professores como suspeitos, a divergência como ameaça e a soberania nacional como moeda de troca com Washington, um projeto que o Brasil conhece por tê-lo vivido entre 2019 e 2022 e por ter visto aonde ele pode chegar em 8 de janeiro, e que por isso não precisamos de nomes para reconhecer.

Defender o voto em Lula não é pedir que ninguém deixe de divergir, já que o próprio pacto do TSE lembra que não é preciso pensar igual para construir uma sociedade em comum, e sim defender as condições que permitem divergir sem violência: democracia, escola pública forte e liberdade de ensinar e de aprender.

A paz começa em cada pessoa, mas se consolida nas instituições e nas urnas, e é por isso que, neste 4 de outubro, investir na paz é votar pela democracia, pela educação pública e pela reeleição de Lula, e que este Dia Internacional da Paz sirva de convite a eleitoras e eleitores para votarem com consciência, coragem e respeito às diferenças.

Por Antônia Rangel

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