“Governo Bolsonaro está sangrando o MEC”, denuncia pesquisadora

A coordenadora da pesquisa Docência na Educação Básica Privada em Tempos de Pandemia, Dalila Andrade Oliveira, considerou que o Governo Bolsonaro não valoriza a educação e “está sangrando o Ministério, com o corte de verbas e a política que vem sendo implementada. Até agora foram quatro ministros e a mesma investida contra a formação dos brasileiros. O governo federal não tem estudo ou prognóstico para as políticas públicas”. As afirmações foram feitas durante o programa Contee Conta, transmitido dia 24 pelas redes sociais da entidade.

Com a presença do coordenador-geral, Gilson Reis, e mediação da jornalista Táscia Souza, o programa abordou a pesquisa, realizada pelo Grupo de Estudos sobre Política Educacional e Trabalho Docente da Universidade Federal de Minas Gerais (Gestrado/UFMG), que apurou quais atividades estão sendo desenvolvidas pelos(as) docentes e em que condições, durante a pandemia.

Sem segurança sanitária, sem aulas presenciais

Segundo Dalila, os professores da rede particular “demonstraram, no início da pandemia, há mais de um ano, ter mais relação com o ensino à distância do que os da rede pública, e mais familiaridade com a tecnologia de informática, mas desde então os profissionais da rede pública também aprenderam muito, forçados pela necessidade”.

A pesquisadora considerou que “os empresários de instituições de ensino menores, com menos capacidade econômica, estão passando por muitas dificuldades, e a desigualdade social agrava ainda mais a situação enfrentada pelos latino-americanos”.

Referindo-se à pressão de setores conservadores pela educação domiciliar (homeschooling), Dalila apontou que “a pandemia mostrou que a educação em casa é para famílias que tenham pais presentes, com tempo e formação para acompanhar o estudo dos filhos. Enquanto não tivermos segurança sanitária, não podemos consentir a volta às aulas. As escolas fechadas estão prejudicando os trabalhadores de baixa renda, que não têm onde colocar os filhos, mas uma pesquisa apurou que quase 50% dos brasileiros temem o retorno às escolas, por falta de segurança sanitária. O ensino remoto foi a forma de mitigar os prejuízos na educação”.

Gilson afirmou que “a educação não será a mesma após a pandemia. Temos que aprofundar o debate sobre plataformas, mídia, democratização do acesso à internet e às tecnologias. E é importante que todos conheçam o resultado da pesquisa Docência na Educação Básica Privada (veja o link abaixo), que inclusive traz subsídios para a pauta de negociações dos acordos coletivos da categoria”.

Direito do trabalho sob ataque

A jornalista Táscia informou que um novo programa Contee Conta será realizado na próxima segunda-feira, 31, excepcionalmente (o programa é quinzenal), para tratar do ataque aos direitos trabalhistas que está sendo realizado pelo governo federal e pelos empresários durante a pandemia.

Assista à íntegra do programa Contee Conta com Dalila Oliveira

Leia a íntegra da pesquisa Docência na Educação Básica Privada em Tempos de Pandemia

Carlos Pompe

 

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