Professores da educação básica terão isenção do IRPF em 2026

Mudança deve beneficiar 73,5% dos docentes, segundo cálculo do Ipea

A partir de 2026, três em cada quatro professores da educação básica serão beneficiados pelas mudanças no Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). Quem recebe até R$ 5 mil brutos por mês ficará totalmente isento, e salários de até R$ 7.350 terão redução gradual do imposto.

As alterações já valem para salários pagos a partir de janeiro, com reflexo nos pagamentos de fevereiro. Segundo o Ministério da Fazenda, cerca de 16 milhões de brasileiros serão beneficiados. Entre os docentes, mais de 600 mil deixarão de pagar o imposto, e cerca de 1,5 milhão terão aumento na renda disponível.

O Ipea calcula que, na prática, o impacto será equivalente a receber um “14º salário” ao longo do ano, especialmente para professores próximos ao piso nacional.

Impacto para professores da educação básica

O estudo “O imposto na ponta do giz: efeitos da reforma tributária sobre o IRPF de docentes da educação básica”, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mostra que:

• A proporção de professores isentos sobe de 19,7% para 51,6%;

• Outros 21,9% terão redução do imposto;

• No total, 73,5% da categoria será beneficiada.

A reforma, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula em novembro de 2025 (Lei nº 15.270/2025), beneficia especialmente professores com apenas um vínculo no magistério: 60,8% ficam isentos e 21,1% recebem redução. Já quem acumula mais de um vínculo, 32,2% passam a ser isentos e 26,1% têm redução.

Quem será beneficiado

A isenção do IRPF vale para trabalhadores com carteira assinada, servidores públicos, aposentados e pensionistas do INSS ou de regimes próprios. A medida também se aplica ao décimo terceiro salário. Rendimentos acima de R$ 7.350 continuam seguindo a tabela progressiva, com alíquotas de até 27,5%.

Ganhos práticos para a categoria

Na prática, professores próximos do piso nacional, R$ 4.867,77 em 2025, terão cerca de R$ 5 mil a mais por ano em renda disponível.

“A reforma aumenta a renda disponível dos docentes e reforça políticas públicas de valorização da carreira, especialmente para quem tem o magistério como principal fonte de renda”, afirma Luciana Mendes Santos Servo, presidente do Ipea.

A mudança também revela diferenças entre redes e regiões: a rede privada concentra a maior proporção de docentes na nova faixa de isenção (82,2%), enquanto a rede pública mantém parcela maior acima do limite. Regionalmente, Sudeste e Sul apresentam maior número de beneficiados combinando isenção e redução, enquanto Centro-Oeste concentra mais docentes na alíquota máxima.

Fonte: Ministério da Educação e Agência Brasil

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Educa Mais Brasil

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