SinproSP: Em estado de greve, professores aceitam proposta do Tribunal

Realizada na tarde de quarta-feira, 31, a assembleia remota das professoras e professores do ensino superior no SinproSP votou favoravelmente à proposta apresentada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT), autorizando o retorno das negociações. A categoria também decidiu continuar em estado de greve e manter a assembleia em caráter permanente.

A proposta concilliatória formulada pelo juiz instrutor da audiência de conciliação, Gabriel Lopes Coutinho Filho, indica reposição inflacionária nos salários, a partir de março de 2022, de 10,8% (INPC-Ibge) e retomada das negociações sobre as demais cláusulas, pelas próximas duas semanas. Para tanto, a greve seria suspensa temporariamente e os professores permaneceriam em estado de greve. O juiz marcou uma nova audiência para 15/09.

Proposta do Tribunal não é sentença

O professor Celso Napolitano, da Fepesp e do SinproSP, alertou os professores de que a proposta do juiz instrutor “não é uma sentença, uma decisão judicial que precisa ser respeitada pelas partes envolvidas”, mas sim uma última tentativa de solução negociada que o Tribunal faz antes de dar prosseguimento ao processo de dissídio. “Por isso, cabe aos professores decidirem se aceitam ou não”, completou Napolitano.

Encerrado o debate, a assembleia entrou em regime de votação. Por ampla maioria, a proposta do TRT foi aprovada. Em seguida, foram submetidas à votação, e também aprovadas, a manutenção de assembleia em caráter permanente e a continuidade do estado de greve.

Como o prazo estabelecido pela Justiça para a negociação é de duas semanas, o SinproSP indicou como data da próxima assembleia o dia 14 de setembro.

Napolitano, contudo, alertou que qualquer iniciativa antissindical por parte dos representantes patronais poderá levar o SinproSP a convocar nova assembleia para deflagração de greve, antes mesmo do prazo estabelecido para encerramento das negociações.

Do SinproSP

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