Batalha eleitoral de 2022 será decisiva, afirma Adilson Araújo ao encerrar a reunião da Direção Nacional da CTB

A batalha eleitoral de 2022 será decisiva, afirmou o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). A tragédia sanitária e social em que o país foi atolado pelo governo Bolsonaro sinaliza a necessidade de uma luta mais enérgica para barrar o neofascismo e resgatar um novo projeto de desenvolvimento nacional.

“A resistência precisa ser ampliada e o movimento sindical tem grande responsabilidade nisto”, observou. “Sem a luta do movimento sindical por salários dignos e igualdade este mundo seria ainda mais injusto e desigual. Por isto nos confrontamos com a tentativa de asfixiar o movimento sindical, acabar com a unicidade sindical, dividir e pulverizar a organização dos trabalhadores e trabalhadoras para fragilizar a resistência e a luta”.

Trabalho análogo à escravidão

O líder cetebista mencionou as recorrentes iniciativas contra a classe trabalhadora e o movimento sindical, destacando as duas mais recentes: o Decreto 10.854, que aprofunda a precarização do mercado de trabalho e debilita os sindicatos a pretexto de simplificar, desburocratizar e modernizar a legislação trabalhista, e a proposta elaborada pelo GAET (Grupo de Altos Estudos do Trabalho instituído por Bolsonaro), que, além de subtrair e flexibilizar direitos, acaba com a unicidade sindical e autoriza a criação de sindicatos (mais de um) por empresa.

Dirigentes na sede nacional da CTB durante a última reunião da Direção Nacional em 2021. Foto: Reprodução/CTB

“Querem institucionalizar o trabalho análogo à escravidão no Brasil em pleno século 21”, alertou, chamando a atenção para a tentativa de impedir que os trabalhadores em aplicativos tenham acesso aos direitos previstos na CLT, o que frearia a superexploração a que estão sujeitos hoje, e o fim do descanso aos domingos.

Conclat

Neste cenário cresce a importância da nova Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat) convocada pelo conjunto das centrais sindicais brasileiras. O encontro dos sindicalistas deve ocorrer em abril do próximo com o objetivo de elaborar uma Agenda da Classe Trabalhadora para 2022, documento que será entregue aos presidenciáveis e deve pautar a posição do movimento sindical brasileiro no processo eleitoral.

A conferência nacional fortalece a unidade do movimento sindical e tende a elevar o protagonismo da classe trabalhadora na luta política. “Precisamos criar condições para implementar um novo programa de desenvolvimento e colocar o Brasil em outro patamar. Mudar a política econômica, ampliar os investimentos públicos – sobretudo em saúde, educação, moradia, segurança e infraestrutura. Reindustrializar a economia e recolocar o Brasil no trilho da integração latino-americana, assim como valorizar o Brics e garantir a retomada do crescimento econômico com um programa emergencial de combate ao desemprego”, salientou.

Homenagem a Wagner Gomes

“As exigências pós pandemia serão gigantescas”, observou o presidente da CTB. “O estado do Brasil hoje é sombrio: estagflação, juros altos, desemprego em massa, 20 milhões passando fome e mais de 100 milhões em situação de insegurança alimentar. Muito há de ser feito e teremos um ano decisivo para o Brasil e a classe trabalhadora em 2022”.

Araújo também fez questão de “registrar mais uma vez o nosso pesar pela perda do nosso valoroso Wagner Gomes, fundador, ex-presidente e secretário geral da nossa CTB, que morreu há quatro meses, em 10 de agosto, e foi também homenageado na revista que lançamos sobre nosso V Congresso, o Congresso Wagner Gomes”.

CTB

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