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A coordenadora da Secretaria de Assuntos Educacionais da Contee, Adércia Bezerra Hostin dos Santos, participou no último sábado (19), do debate “A defesa do ensino técnico para salvar o Brasil: estudantes em defesa da educação e soberania nacional”, dentro do 14° Encontro Nacional de Escolas Técnicas (Enet). A diretora da Confederação avaliou que é preciso, antes de mais nada, entender que a política de Bolsonaro tem se firmado como a maior entreguista da história do país, em nada se preocupando com a soberania. “Temos uma grande batalha no momento: disputar as ideias contra o processo privatista, retirar essa ideia implantada de tudo que é público é ruim e que se intensifica em um projeto de cortes”, declarou.

A discussão também contou com a participação do coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, destacando que os cortes nas áreas sociais, na verdade, refletem a real intenção de ter mais recursos ao mercado financeiro.“Vivemos um momento de radical ‘uberizição do trabalho’, isso é, o trabalhador recebe apenas pelo tempo de trabalho, não tem direito social algum, trabalha para empresa que ele nunca esteve na sede, não conhece e ela, por sua vez, não tem regulação. Atualmente, a prefeitura de Ribeirão Preto já utiliza esse método para a chamar professores substitutos, o que é extremamente prejudicial para a educação, uma vez que ela requer construção e relação entre os docentes, os estudantes”, observou.

Por sua vez, Pedro Campos, que foi diretor da UNE e atuou no Projeto Rondon — ação comunitária desenvolvida por estudantes — iniciou sua fala comemorando e parabenizando os estudantes pelas lutas desse ano contra os cortes. Ele avaliou que o atual momento será estudado nos livros de história e que novamente o movimento estudantil terá grande importância. “O anúncio de que todo o orçamento será ‘devolvido’ é uma vitória aos estudantes e da sociedade. Porém, esse contingenciamento comprometeu todo o planejamento das instituições para este ano e impacta de toda a forma 2020. Até ontem, as instituições não sabiam se teriam verba.”

Ildo Sauer, ex-diretor da Petrobras e diretor do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo USP, falou das relações da soberania, do petróleo e sobre o país que consegue construir bases para a sua população — educação, ciência e tecnologia e saúde. “As reservas de petróleo e das camadas do pré-sal são garantias de orçamento para educação e saúde por muitos anos, e seu impacto no desenvolvimento do país são imensos. Porém esses leilões entreguistas são total retrocesso”, acrescentou.

Com informações da Ubes

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