Movimentos adotam como mote “fim já da escala 6×1 e redução da jornada”
Entidades patronais, deputados da direita e extrema direita se articulam para não só tentar desfigurar a proposta, mas também adiar a adoção das novas regras
Os movimentos sociais reunidos nesta quarta-feira (13) na plenária nacional de mobilização decidiram adotar como mote “fim já da escala 6×1 e redução da jornada das atuais 44 para 40 horas semanais”.
Isso porque, entidades patronais, deputados da direita e extrema direita se articulam para não só tentar desfigurar a proposta, mas também trabalhar um período de transição de quatro ou até dez anos para adoção das novas regras.
O presidente da comissão especial da Câmara, deputado Alencar Santana (PT-SP), informou na reunião que uma eventual proposta de transição pode ser apresentada por meio de emenda até sexta-feira (15), último dia de prazo. “Ninguém ainda conseguiu 171 assinaturas para emendar a proposta”, informa Alencar.
Segundo ele, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou expresso que quer para já tanto o fim da escala 6×1 quanto da redução da jornada.
“Esse ponto não fechou. Tem setores empresarias que querem evitar que implementação seja agora, o que seria um desastre para os trabalhadores”, disse o presidente da comissão.
Alencar informou que o calendário está mantido, ou seja, o relatório será votado no dia 26 na comissão e no dia 27, em dois turnos, no plenário.
A expectativa é que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), convença o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a votar a proposta naquela Casa até junho.
Desse modo, os movimentos Frente Brasil Popular, Povo Sem Medo, Fórum das Centrais Sindicais e Movimento VAT (Vida Além do Trabalho) vão realizar no próximo dia 24 o “Dia Nacional de Luta”, quando farão panfletagens nos locais de trabalho e de concentração popular.
No dia 20, decidiu-se uma mobilização articulada nas redes sociais e, no dia 22, o “Sextou pelo Fim Já da Escala 6×1 e Redução da Jornada”. No dia da votação (27) haverá ocupação dos espaços coletivos para acompanhar a decisão.
Por Iram Alfaia





