Falta de pagamento a professores da Fundação Santo André leva o Sinpro ABC às ruas da cidade; prefeito se reuniu com o Sindicato

Ao lado de professores e alunos da Fundação Santo André (FSA), o Sindicato dos Professores do ABC (Sinpro ABC) tem parado as ruas da cidade em manifestações nas quais denunciam a falta de pagamento dos profissionais da instituição. Apesar da repressão da Guarda Civil Municipal durante o ato do dia 24 de fevereiro, os manifestantes continuaram com o protesto e tomaram as ruas de Santo André.

Docentes e funcionários da Fundação estão com salários e 13º atrasados, e também não está sendo feito depósito do FGTS. Além desses problemas, o Sinpro cobra da prefeitura da cidade o repasse da subvenção municipal, suspensa em 2004.

Para o presidente do Sindicato, José Jorge Maggio, o que vem acontecendo é um desrespeito com os trabalhadores e estudantes e afirmou que as manifestações irão continuar. “Vamos para as ruas, fazer passeatas, aulas públicas e esclarecer a população de que a PMSA deve encontrar meios para, emergencialmente, ajudar a Fundação Santo André, visando garantir o cumprimento dos direitos trabalhistas. O sindicato está disposto a manter um canal direto de diálogo com o prefeito Carlos Grana, mas sem abrir mão da defesa dos interesses de nossa categoria”, disse.

Prefeitura promete buscar soluções

Após a repercussão das manifestações da semana passada, a prefeitura de Santo André entrou em contato com o Sinpro ABC e docentes da FSA. Em reunião realizada no último sábado (27), o prefeito Carlos Grana pediu desculpas pela atitude da Guarda Civil Municipal e garantiu estar empenhado em buscar soluções para a crise enfrentada pela Fundação.

Segundo o prefeito, a FSA perdeu o prazo para credenciamento no PROIES, um programa do governo federal que poderia ser utilizado para amenizar os problemas financeiros da Instituição, e agora tenta novas alternativas, já que existe a possibilidade de nos próximos quatro meses haver um novo período de inscrições para a adesão ao programa.

Durante o encontro, o Sinpro cobrou o prefeito explicações sobre a dívida que a prefeitura tem com a Fundação (cerca de R$ 28 milhões). Carlos Grana afirmou que consultará o Ministério Público para averiguar e que se comprovada a dívida e tiver decisão judicial, fará o pagamento.

Resultados da reunião entre SINPRO ABC e o prefeito Carlos Grana

1-Criar um canal de diálogo direto entre o SINPRO ABC e o prefeito Carlos Grana.

2-Dar continuidade às negociações com governo federal para verificar a possibilidade de assumir os cursos de licenciatura da FSA.

3-Continuar a busca de empréstimo com Caixa Econômica Federal.

4-Acelerar o processo de doação do terreno do estacionamento da FAENG para FSA.

5-Aumentar o número de bolsas para estudantes.

6-Transformar a FSA em autarquia municipal.

7-Prefeitura assumir a segurança na Fundação e o entorno da FSA.

8-Incluir a Fundação no orçamento da PMSA para 2017.

9-Viabilizar a criação de uma Central de Serviços da FSA.

10-Estudar a possibilidade de projetos em parceria com a PMSA.

11-Verificar, junto ao Ministério Público, se a PMSA deve 28 milhões para a FSA, e aguardar decisão judicial.

12-Realizar ações conjuntas entre a FSA e a Fundação ABC (Medicina).

Com informações do Sinpro ABC

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