Conheça os deputados federais candidatos ao Senado que votaram contra o trabalhador

Nas eleições de 2 de outubro, 156 milhões de eleitores irão às urnas. Para o Senado, vão escolher um representante de cada estado e do Distrito Federal. Nas propagandas no rádio e TV, os candidatos fazem muitas promessas, mas quando são eleitos mostram suas verdadeiras faces e muitas delas são totalmente contrárias aos direitos trabalhistas. No Congresso Nacional sempre votam a favor dos patrões.

Este é o caso da maioria dos 24 deputados federais que se candidataram ao Senado nas eleições deste ano e de 12 candidatos que já são senadores e disputam a reeleição.

Para os trabalhadores e trabalhadores não elegerem quem vota contra eles em Brasília, a CUT orienta: Na hora de escolher em quem votar para senador, analise o histórico dos candidatos, como votaram projetos de interesse dos trabalhadores, pense nos direitos que eles ainda podem atacar se forem eleitos.

Para facilitar a análise, o PortalCUT, fez um compilado sobre como votou cada um desses deputados que querem ser senadores a partir do levantamento “Quem foi quem no Congresso Nacional, do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP).

Apenas três deputados federais, dois do PSB e um do PT, que concorrem ao Senado votaram 100% a favor das pautas trabalhistas.

Já 13 do bloco do Centrão, que apoia o governo de Jair Bolsonaro (PL), votaram 100% contra os trabalhadores e trabalhadores.

Outros oito, também de partidos de direita e centro direita, foram contrários, mas com índices menores variando de 55% a 90% contra.

Quem votou a favor dos trabalhadores

Os que votaram sempre a favor dos trabalhadores foram Alessandro Molon (PSB-RJ), Beto Faro (PT-PA) e Rafael Motta (PSB-RN).

Quem são os 13 deputados que votaram sempre contra os trabalhadores

Os votos 100% contra os interesses dos trabalhadores foram, em sua maioria, do Partido Progressista (PP).

Confira:

– Aline Sleutjes (Pros-PR);

– André de Paula (PSD-PE);

– Cacá Leão (PP-BA);

– Celso Maldaner (MDB-SC);

– Daniel Silveira (PTB-RJ);

– Efraim Filho (União Brasil -PB);

– João Campos (Republicanos-GO);

– Hiran Gonçalves (PP-RR);

– Marcelo Aro (PP-MG);

– Neri Geller (PP-MT);

– Paulo Eduardo Martins (PL-PR).

– Tereza Cristina (PP-MS);

– Dra. Vanda Milani (Pros-AC).

Quem são os oito que votaram na maioria das vezes contra o trabalhador

Oito deputados federais que concorrem ao Senado votaram na maioria das vezes contra o trabalhador. São eles:

– Jaqueline Cassol (PP-RO), 90% contra;

Com 89% das vezes no voto contrário foram os deputados:

– Alan Rick (DEM-AC);

– Laercio Oliveira (PP-SE);

– Professora Dorinha Seabra Rezende (União-TO);

– Mariana Carvalho (Republicanos-RO).

Os demais são:

– Flavia Arruda (PL-DF) votou em 86% contra;

– Delegado Waldir (União- GO) 55,5%;

– Clarissa Garotinho (União Brasil), com 55%.

Pautas de interesse do trabalhador ignoradas pelos candidatos

Para chegar a esses índices, o Diap levantou como votaram esses parlamentares na reforma Trabalhista, que retirou mais de 100 itens da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e levou à precarização das relações do trabalho além de diminuir o financiamento dos sindicatos e o seu poder de atuação, entre outras mazelas.

Eles também votaram no aumento da terceirização, retirando a responsabilidade das empresas mães sobre a indenização dos trabalhadores em caso de disputa judicial, como falta de pagamentos e verbas rescisórias, entre outras.

Esses candidatos também foram a favor do Teto de Gastos Públicos, em 2015, que congelou os investimentos públicos até 2035, impedindo que o governo gaste mais em todos os setores, apesar da necessidade de aumentar os recursos, especialmente, em áreas vulneráveis como saúde, educação e assistência social.

A reforma da Previdência feita em 2019 no atual governo de Jair Bolsonaro (PL), também entrou na avaliação do DIAP. Com a reforma homens e mulheres tiveram de aumentar seu tempo de contribuição, reduziu os ganhos e ainda retirou percentual a receber de viúvas, viúvos e órfãos, entre outras perdas. O ministro da Economia, Paulo Guedes, chegou a dizer que aposentado que ganhava R$ 2,2 mil por mês, era rico.

Importante ressaltar que alguns candidatos mesmo não tendo votado contra todos esses itens, pois não exerciam o cargo de deputado federal à época das votações no Congresso Nacional, foram considerados 100% contrários, pois de acordo com o DIAP, na única vez em que foi preciso tomar uma decisão, votaram contra o trabalhador.

Este é o caso de Daniel Silveira (PTB-RJ), Aline Sleutjes (Pros-PR); Dra, Vanda Milani (Pros-AC), Neri Geller (PP-MT) e Paulo Eduardo Martins (PL-PR), que participaram da votação apenas da reforma da Previdência.

CUT

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