Dinheiro público banca a formação de missionários para evangelizar indígenas

Braço de uma das maiores universidades privadas do país tem verba do MEC e de programa de Michelle Bolsonaro para formar evangelizadores.

Fernanda Wenzel, Pedro Papini

VIROSES MORTAIS, trabalho escravo e abuso sexual são parte do legado deixado por missionários evangélicos entre os indígenas brasileiros. Um passado criminoso, do qual eles agora tentam se descolar enviando missionários camuflados como professores, fisioterapeutas e enfermeiros a terras indígenas.

Sintonizado com os novos tempos, um dos maiores grupos do país no ensino a distância colocou em funcionamento, no Paraná, uma estrutura para produzir esse novo tipo de missionário capaz de entrar “à paisana” em terras indígenas. Trata-se da UniMissional, que abriu em 2020 a sua primeira turma de alunos-evangelizadores em Maringá, no noroeste paranaense.

Sob o slogan “Missão e profissão: juntas, ao mesmo tempo”, ela funciona dentro de uma das maiores universidades privadas do país, a UniCesumar. Assim, a UniMissional se vale do carimbo de qualidade do MEC, do Enem e do dinheiro público do Fies e do Prouni, que financia cursos superiores privados, para seduzir jovens estudantes para a tarefa de converter povos nativos ao cristianismo evangélico.

Terceira cidade mais populosa do Paraná, Maringá tem cerca de 430 mil habitantes e é considerada uma das melhores do Brasil para se viver. Por sediar inúmeras empresas de tecnologia e 14 instituições de ensino superior, já há quem a chame de Vale do Silício paranaense.

O que são as missões evangélicas

A atuação missionária junto aos povos indígenas é tão antiga quanto a colonização do Brasil. Até o Concílio do Vaticano (1962-1965), a catequização era liderada por religiosos católicos. Mas justamente quando Roma abandonava as missões surgia nos Estados Unidos o movimento missionário protestante.
Para estes fundamentalistas, a Bíblia é a única e verdadeira palavra de Deus e deve ser levada ao maior número de pessoas possível, inclusive em regiões remotas. Financiados pela elite sulista americana, estes grupos se espalharam pelo mundo e encontraram na ditadura militar brasileira um parceiro de primeira hora.

A ditadura dava carta branca para os missionários contatarem os indígenas. Em troca, os religiosos “amansavam os povos selvagens” e os tiravam do caminho das estradas e hidrelétricas patrocinadas pela ditadura.

A democratização e a Constituição de 1988, que instituiu uma série de mecanismos de proteção aos indígenas, não impediu os religiosos de seguirem entrando nos territórios. Para seguir sua missão, eles passaram a se instalar nas bordas dos territórios ou a ingressar nelas como professores, profissionais de saúde, antropólogos e linguistas.A maior das universidades, entre as privadas, é a UniCesumar, a oitava maior do país em número de estudantes. Ela tem quatro campi no Paraná e um no Mato Grosso do Sul. Mas, segundo o Censo da Educação Superior, 94% dos 152.316 alunos da instituição têm aulas na modalidade Educação a Distância, o EaD.  Eles estão pulverizados nos mais de 700 polos EaD espalhados por todo o Brasil, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, em Genebra, na Suíça, e em Miami, nos Estados Unidos. Esse é o público em potencial da UniMissional, cuja sede funciona no campus central da UniCesumar.

No ano passado, durante a pandemia, a UniCesumar obteve uma vitória importante. Após dois anos de trâmites legais, ela foi promovida de centro universitário a universidade graças a uma canetada do então ministro da Educação, Abraham Weintraub. O novo status garante maior autonomia para criar cursos e programas. Bom para ela, e para a UniMissional.

Basta dar uma circulada por qualquer dos campi da UniCesumar para perceber que essa não é uma universidade comum. A doutrinação começa nos banheiros, onde versículos da Bíblia são colados às portas dos sanitários. E segue para dentro das salas de aula, a julgar pelo que disse o reitor e fundador da instituição, Wilson de Matos Silva, no tradicional discurso de boas-vindas aos calouros: “O Brasil é um país de maioria cristã. E nós, cristãos, acreditamos no criacionismo, não no evolucionismo”.

Além da UniCesumar, o grupo inclui outras 14 instituições de ensino superior credenciadas pelo MEC e o Colégio Objetivo de Maringá. Wilson, o homem por trás desse império, tem 73 anos e talento para a oratória, habilidade que já lhe foi útil na política, onde atua pelo menos desde 2007, quando foi eleito suplente do senador Álvaro Dias, então no PSDB. O empresário se desfiliou do partido no ano passado e simpatiza com bandeiras da extrema direita – ele já comparou o golpe de 1964 à independência do Brasil.

Wilson costuma ministrar palestras sobre empreendedorismo. Nelas, o empresário invariavelmente conta como ergueu a sede de uma das maiores universidades privadas do país no terreno do antigo lixão de Maringá, onde diz que apanhava garrafas para vender para reciclagem quando criança.

Mas a UniMissional é obra de um dos filhos de Wilson, chamado Weslley Kendrick Silva, que é diretor de Relações Institucionais da UniCesumar e também pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil. Weslley diz ter concebido a UniMissional após uma viagem aos Estados Unidos. “Eu conheci muitos estudantes apaixonados por Jesus e que acreditavam que podiam servir ao Reino de Deus com os conhecimentos adquiridos na universidade”, disse, em entrevista ao site da instituição.

“Creio muito que podemos ser uma agência missionária de envio, proporcionando aos vocacionados oportunidades de serviço, usando suas profissões, para que a sociedade veja o Reino de Deus”, detalhou, na mesma entrevista.

Missão, profissão, casa e comida

É possível estudar numa universidade conceituada, morar numa casa bacana, com alimentação e até academia de ginástica incluídas, pagando menos de R$ 2,5 mil mensais pelo pacote completo. É o que promete a UniMissional – mas sob uma condição.

Além de estudar o que quiser – direito, enfermagem, jornalismo, à sua escolha, entre os mais de 200 cursos oferecidos pela UniCesumar –, você também será instruído para atuar como missionário. As exceções são os cursos de medicina e odontologia, que exigem dedicação exclusiva em período integral.

O valor só é informado via WhatsApp, por um número divulgado no site da instituição. Dizendo estar interessada no curso, a reportagem do Intercept entrou em contato e foi encorajada a aderir ao pacote de serviços. “Sai com um valor muito mais acessível do que se você pagasse tudo separado”, entregou o funcionário. E tem mais: quem já participou do Teen Street ou do Vocare tem desconto adicional de 20%. Tratam-se de dois eventos nacionais e anuais promovidos por organizações evangélicas para milhares de adolescentes no campus da UniCesumar em Maringá.

A UniMissional combina a formação universitária rotineira da UniCesumar a um curso que prepara jovens para evangelizar os “povos não alcançados”, como os missionários chamam as populações não convertidas à religião evangélica. Para isso, os alunos são estimulados a separar parte do dia para fazer orações, leituras da Bíblia e participar da igreja local. Na grade curricular, estão disciplinas como “vida cristã”, “cultura, sociedade e o Reino de Deus”, “missões e evangelização”, “agências missionais”, “plantio e revitalização de igrejas” e “comunicação transcultural”.

“Há um processo para que você migre para a UniMissional já estando na UniCesumar, que é nossa parceira”, explica uma das propagandas da UniMissional nas redes sociais.

A primeira turma da UniMissional teve início em 2020. Segundo Weslley, que respondeu às perguntas enviadas à assessoria de imprensa da UniCesumar, trata-se de uma turma piloto formada por 14 alunos. Ele não informou o valor pago pelos estudantes, nem quais os cursos de graduação ou pós-graduação eles frequentam – o que é, no mínimo, curioso. Nas redes sociais, descobrimos que, entre os matriculados na UniMissional, há alunos dos cursos de psicologia, fisioterapia e arquitetura e urbanismo.

Weslley disse ainda que o programa de formação missional está na “categoria de ‘curso livre’, como um programa optativo a alunos regularmente matriculados […] na UniCesumar – e até mesmo de outras universidades”. Ele explica que o curso missional “básico” tem quatro semestres de duração, mas pode se estender até o final do curso universitário “principalmente via projetos de ‘service-learning’ e tutoria”. No e-mail com as respostas da UniMissional, Weslley assina como “diretor de Relações Institucionais da UniCesumar”.

Há inclusive uma foto da recepção da primeira turma, divulgada nas redes sociais. Segundo o mais recente edital da instituição, os alunos moram em casas coletivas próximas ao campus de Maringá, mas separados por gênero.

“Terminamos o ano com uma avaliação que supera e muito as nossas expectativas”, comemorou Cassiano Batista Luz em mensagem postada nas redes sociais. Luz é vice-presidente da UniMissional, missionário da Sepal, uma organização internacional de evangelizadores, e vice-presidente da Associação de Missões Transculturais Brasileiras, a AMTB, que congrega as organizações missionárias do país. Após oito anos trabalhando com indígenas na Amazônia, ele passou a atuar como uma espécie de lobista das organizações missionárias em Brasília.

Por enquanto, o curso missional só está disponível aos alunos presenciais da UniCesumar. Mas, no futuro, poderá ser oferecido a quem cursa EaD. “É um sonho que nós temos”, explicou Luz em um outro vídeo.

Dinheiro público para a missão

Parte do sucesso da UniCesumar – e, por tabela, da UniMissional – se deve aos volumosos repasses de recursos públicos recebidos ao longo de sua história. Apenas em 2020, a instituição da família Matos Silva recebeu R$ 32,6 milhões do Fies, programa federal que financia cursos de graduação em universidades particulares.

É dinheiro suficiente para pagar por um ano as mensalidades de cerca de mil estudantes-missionários de enfermagem, mas nem a UniCesumar nem o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, o FNDE, gestor do Fies, nos responderam se parte dessa verba beneficiou alunos da UniMissional.

Já os bolsistas do Prouni são abertamente convidados a se juntarem à UniMissional usando a UniCesumar como porta de entrada. “Você é bolsista do Prouni? Quer aliar sua formação acadêmica com um preparo missional? Então vem pra UniMissional! […] Após seu ingresso na UniCesumar, você também pode ingressar na UniMissional, considerando nosso pacote de benefícios (moradia, alimentação, vida em comunidade e formação missional) com um custo ideal”, diz um anúncio da instituição no Facebook.

Em 2019, a UniCesumar teve direito a 2.810 bolsas integrais do Prouni. No programa, a universidade ganha isenção fiscal pelas bolsas concedidas. Ou seja, os impostos devidos deixam de ser pagos. O MEC esclarece que não pode afirmar se há bolsistas do Prouni vinculados à UniMissional “uma vez que o referido instituto não possui adesão ao Prouni” e frisa que as bolsas não abrangem “as disciplinas, cursos de extensão, atividades de estágio ou atividades complementares que não constem do currículo regular do curso”.

Nas mãos da família Matos Silva, até mesmo o Enem foi transformado em processo de seleção de missionários. “Você pode usar o Enem para entrar na UniCesumar, ou seja, na UniMissional”, explica Cassiano Luz num vídeo postado em redes sociais (assista abaixo). O carimbo de qualidade do MEC, que em 2019 deu nota máxima à UniCesumar, também é usado para atrair alunos à UniMissional.

Weslley negou que alunos da UniMissional sejam beneficiados pelos programas governamentais. “Essas modalidades não estão disponíveis aos alunos que cursam a UniMissional”, afirmou, por e-mail. Sobre o Enem, ele afirma que a nota da prova é aceita apenas como critério de admissão nos cursos da UniCesumar.

Mas, como vimos, um anúncio da própria UniMissional tem como alvo bolsistas do Prouni. Além disso, não é claro quem recebe o pagamento das mensalidades – ela mesma ou a UniCesumar. A UniMissional tem CNPJ próprio, em que informa apenas realizar “atividades de organizações religiosas ou filosóficas”. Assim, não está autorizada, em tese, a vender cursos universitários – mesmo que de extensão.

A separação entre as duas instituições é difícil de ser delimitada, como demonstra o próprio site da UniMissional. Nele, o visitante é bombardeado com a oferta de “mais de 100 cursos de graduação ou pós-graduação com qualidade UniCesumar de ensino” e a promessa de “formação acadêmica e missional para servir no Reino de Deus (sic) em todo o tempo e em todo lugar!”.

Os favoritos de Michelle Bolsonaro

A UniMissional era quase que desconhecida até o final de setembro passado, quando a Folha de S.Paulo revelou que a instituição havia sido uma das beneficiadas pelo Programa Nacional de Incentivo ao Voluntariado, o Pátria Voluntária, liderado pela primeira-dama Michelle Bolsonaro.

A reportagem revelou que a UniMissional embolsou R$ 392 mil, o que a colocou como campeã em volume de recursos recebidos, seguida pela AMTB, de Cassiano Luz, que levou R$ 240 mil. Teve mais: Luz e Weslley foram nomeados conselheiros do programa da primeira-dama.

Em julho do ano passado, a UniMissional divulgou nas redes sociais vídeos da Missão Amazonas, patrocinada pelo Pátria Voluntária, que distribui cestas básicas a comunidades ribeirinhas (assista abaixo). A ação teve a participação de Luz e pelo menos três pastores evangélicos, e foi apoiada pela Missão do Céu, uma agência de aviação missionária cujo propósito é “levar a mensagem do Evangelho” à região amazônica.

Weslley negou que a UniMissional tenha sido beneficiada pelo Pátria Voluntária, e afirma que a ação junto aos ribeirinhos foi custeada por “recursos de doações privadas mediante termo de compromisso firmado entre o Instituto Missional e a Fundação Banco do Brasil”, a quem foi feita a prestação de contas.

Por email, a assessoria de imprensa da Fundação Banco do Brasil confirmou o repasse de R$ 391.854 ao Instituto Missional (nome jurídico da UniMissional). Diz, ainda, que o dinheiro veio de “doações voluntárias de recursos privados, de pessoas físicas e jurídicas”. E contradiz Weslley, ao afirmar que o repasse se deveu ao fato da UniMissional ter sido selecionada pelo Programa Pátria Voluntária.

Esta não foi a primeira demonstração do apreço do governo Bolsonaro pela família Matos Silva. Logo após a eleição do político de extrema direita, Wilson chegou a ser cotado para assumir o Ministério da Educação. Depois, o reitor e fundador da UniCesumar foi nomeado para ocupar um dos assentos do Conselho Nacional de Educação. Ele preferiu declinar da nomeação por “razões pessoais”.

Ainda assim, os contatos entre Maringá e Brasília são frequentes, graças à participação da ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, a pastora evangélica Damares Alves. Em 2019, ela foi à UniCesumar conhecer o Projeto de Apoio a Imigrantes e Refugiados desenvolvido pela universidade.

Weslley, por sua vez, tem fotos com a ministra em seu perfil no Facebook. A Jocum, agência missionária onde Damares atuou, tem uma parceria com a UniCesumar para “o desenvolvimento de projetos sociais e educacionais”. A parceria foi selada em 2018, mesmo ano em que um grupo de jovens da Jocum foi recebido pelo reitor em uma visita à universidade.

Segundo Weslley, a parceria prevê intercâmbios de alunos da UniCesumar “em países onde há bases missionárias da Jocum/Universidade das Nações ao redor do mundo”. Por causa da pandemia, afirmou, até agora não houve nenhum intercâmbio.

O idealizador da UniMissional também negou que a entidade tenha parceria com alguma outra agência missionária para envio de alunos a terras indígenas. “Não temos nenhum aluno que atue ou que pretenda atuar entre povos indígenas. A UniMissional é um programa de formação, não há ‘envio’ a nenhum local”, disse.

Para Levi Marques Pereira, antropólogo que há anos estuda a atuação missionária junto aos povos indígenas do Mato Grosso do Sul, a UniMissional pode ser parte de uma estratégia mais ampla dos grupos religiosos, que têm os indígenas como alvo número um. “Para estas pessoas, quanto mais distante a alma indígena estiver, mais valiosa. Quanto mais difícil o acesso a essa pessoa, mais valorizada e justificada é a ação missionária”, explica.

Não à toa, o local mais cobiçado pelos missionários no Brasil é o Vale do Javari, no Amazonas, que abriga a maior quantidade de povos isolados do país. “Como não têm autorização para entrar ali, os missionários se instalam nas bordas dos territórios e começam a contatar as pessoas, a dar trabalho para os indígenas. Vão fazendo essas alianças e entrando”, disse Aparecida Vilaça, antropóloga do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Além das ofertas de emprego, os missionários tentam se aproximar dos indígenas mais jovens dando aulas de português e até ajudando a pagar seus estudos em uma universidade.”Os missionários sempre tentaram criar problemas. Eles procuram os jovens e os manipulam e influenciam para entrar no território e jogar contra o movimento indígena”, conta Paulo Kenampa Marubo, coordenador geral da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari, a Univaja.

Ainda que indiretamente, a atuação dos missionários favorece os setores ávidos por ampliar suas atividades sobre os territórios tradicionais, como a mineração e o agronegócio – que, com os evangélicos, fazem parte da base de apoio mais fiel ao governo Bolsonaro.

“O problema não é no que os indígenas vão ou não acreditar. A questão é que, historicamente, onde tem movimento missionário forte, o movimento indígena é enfraquecido. As relações entre familiares são monetarizadas, as relações de parentesco que, antes eram muito mais extensas, se tornam nucleares. Há um aumento de valores individualistas em detrimento dos valores comunitários”, alerta a antropóloga Beatriz de Almeida Matos, da Universidade Federal do Pará.

Os povos indígenas têm vivido sob ameaça constante de invasão no governo Bolsonaro, que por nove meses manteve o missionário Ricardo Lopes Dias à frente da Coordenação-Geral de Índios Isolados e Recém Contatados, órgão da Funai responsável pela proteção dos indígenas isolados.

Dias, que durante dez anos atuou em uma base da Missão Novas Tribos do Brasil, a MNTB, nas bordas do Vale do Javari, foi demitido em novembro do ano passado. Antes, quando ainda estava no cargo, a MNTB tentou enviar um missionário à terra indígena em plena pandemia – foi proibida pela justiça.

Na mesma época, Damares tentou enviar duas missionárias-tradutoras em uma missão do governo federal à área indígena dos suruwahás, também no Amazonas. A ida foi cancelada após reações de grupos indigenistas.

O movimento indígena, os servidores de carreira da Funai e o Ministério Público venceram essas batalhas, freando o avanço dos missionários. Mas, a julgar pela ousadia de projetos como o da UniMissional, o dique está prestes a romper.

Colaborou Naira Hofmeister.

Do Intercept Brasil

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