Lula ataca juros e diz que quem decide taxa não sabe como vive o povo
O presidente participou do evento dos 30 anos do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), neste sábado (8), em Taboão da Serra (SP)
Ao discursar no evento pelos 30 anos do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), neste sábado (8), em Taboão da Serra (SP), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar os altos juros praticados no país, cuja taxa foi ajustada pelo Banco Central (BC) em 14% ao ano, uma das maiores do planeta.
“Quando eu vim para cá de helicóptero, eu vinha comentando com um companheiro da Aeronáutica que estava comigo para ele dar uma olhada na casa dos pobres. Acha que alguém que decide a taxa de juros sabe como é que vive esse povo? Não sabe”, disse o presidente.
Lula também se dirigiu ao mercado financeiro: “Ou quando a Faria Lima fica cobrando ajuste fiscal não sei das quantas, eles sabem o que é isso? Eles não têm noção. Porque para eles o pobre é um número, e a diferença é que, pra gente, é um homem e uma mulher”, afirma.
Segundo ele, é preciso “continuar fazendo as coisas para priorizar as pessoas mais necessitadas”. “Estou muito orgulhoso porque, finalmente, nós fomos reconhecidos como um país que saiu do baixo nível de desenvolvimento humano. Nós somos hoje um país que está entre os de alto nível de desenvolvimento humano. Estamos com mais de oito pontos”, comemora.
“Eu queria que vocês estudassem no momento da eleição, que vocês pegassem a história do Brasil, de todos os presidentes da República, do marechal Deodoro da Fonseca até a gente chegar em 2003. Por favor, façam isso, para a gente ter a consciência de quem foi o presidente desse país que mais se preocupou com o povo, com aqueles que precisavam de inclusão social. Façam esse estudo, porque está na hora de a gente mostrar a verdade”, disse.
No evento, que contou com a presença na plateia do candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) e das candidatas ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), o presidente também destacou a atual política habitacional.
“Quando comecei a tentar fazer um programa habitacional, o máximo que os empresários diziam que podiam fazer era de 200 mil casas. Nós chegamos a um milhão no primeiro ano. E agora vamos chegar a 3 milhões de casas contratadas até dezembro deste ano”, disse.
Lula afirmou que o país precisa continuar construindo moradias, mas também necessita gerar emprego de qualidade. “Daí por que a minha obsessão pela educação”, diz Lula.
Por Iram Alfaia





