Mãe

Sempre que temos uma data em destaque, buscamos a origem de seu significado. Neste caso, a luta contra a guerra e pela paz originou o que posteriormente seria determinado como Dia das Mães. Obviamente que, em se tratando de um modelo capitalista, houve claro interesse em comercializá-lo. Mas, aqui, o que pretendemos é homenagear, através de nossas diretoras da Contee, todas as mães trabalhadoras em educação e, de forma especial, as mães sindicalistas.
Somos mães, professoras, técnicas e administrativas, sindicalistas que lutam por melhores condições de vida e trabalho. Mulheres que inúmeras vezes abrem mão do contato familiar – e como fazemos reuniões! – porque acreditamos que a luta é necessária e que as conquistas são frutos da nossa dedicação e esforço coletivo.
Como escreveu Cora Coralina: “Não sei se a vida é curta ou longa para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido se não tocarmos o coração das pessoas. Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silêncio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove. E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura enquanto durar. Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina“.
Somos, na Contee, um grupo de mulheres mães que, entre atenções às crianças – que serão eternas crianças, ainda que com mais de 30 -, participam de mesas de negociações, percorrem escolas, sindicalizam, atendem os trabalhadores e trabalhadoras com seus mais variados problemas, acolhem, brigam, enfrentam. E depois voltamos às nossas crias e às crias de nossas crias. Crescidas, casadas, solteiras, enamoradas, jovens, crianças, não importa. É entre uma reunião e outra, ou mesmo durante a reunião, quando toca o celular e vemos lá o nomezinho especial, que nos desconcentramos e queremos saber logo o que foi, o que precisam, porque chamam.
Nesse dia, a homenagem é nossa, de nós todas que sabemos que a luta diária vai além das nossas casas, está além do desejo de ficar abraçadinha com as “crianças”, porque, além de sermos mães, queremos aos filhos do Brasil, aos filhos do mundo, uma sociedade acolhedora, justa, fraterna, feliz.
Assim vamos construindo, caindo, levantando, perdendo e vencendo… Assim faz a Madalena, mãe da Elenira (33); a Tide com seu quarteto: Tininha (37), Helena (34), Gustavo (32) e Renata (30); a Adércia com seus Carlos, Carlos Eduardo (14) e Carlos Daniel (3); eu com as meninas Nanda (25) e Madu (7); a Rita com o Paulinho (25); a Nara com sua Maria (22); a Lygia com o trio Maria Elisa (37), Cristhovão (36) e Maria Isabel (29); a Abigail com as suas moças Fernanda (31) e Leticia (26); a Tania com sua Joana (23); a Gisele com seu rapaz lindo chamado Gustavo (19); a Neisy com seu trio José Adriano (41), Ana Clarice (36) e Maria Luísa (34); e a Erika com seu casal José (21) e Mariana (16). Isso sem falar na Patrícia, nossa secretária da Contee, que também assume dia a dia os desafios sindicais junto com o seu pequeno Zé (7). Todas enfrentamos desafios e sorrimos. Sorrimos pela alegria de sermos mães. Sorrimos por termos a certeza de que poderemos sempre dar colo, porque sempre vão querer e precisar de um cafuné.
Assim nós, sindicalistas, nesse dias das mães que por vezes já foi tomado pelas reuniões e atividades sindicais e partidárias, nos apresentamos.
Recorrendo novamente a Cora Coralina:
“Tenho consciência de ser autêntica e procuro superar todos os dias minha própria personalidade, despedaçando dentro de mim tudo que é velho e morto, pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes“.
Carinhosamente,
Cristina Castro





