Gilson defende educação inclusiva e desenvolvimentista em encontro internacional

O coordenador-geral da Contee, Gilson Reis, apresentou, na Conferência Internacional “Desenvolvimento Econômico com Compromisso Social”, nesta sexta-feira, 1º, um projeto de cadeia produtiva de educação, que está sendo elaborado pela Contee. O encontro, organizado pela Confederação de Educadores Americanos (CEA) e pela Federação dos Sindicatos dos Professores Universitários da América do Sul (Fesiduas), contou com a presença de educadores de vários países da América Latina e da Espanha.

Gilson lembrou que o golpe que tirou Dilma Rousseff da Presidência da República e favoreceu a eleição de Jair Bolsonaro no Brasil foi uma vitória projeto ultraliberal sobre o projeto nacional de desenvolvimento, “mas estamos avançando na luta pela retomada de um governo progressista. No ano que vem realizaremos a 2ª Conferência Nacional Popular da Educação (Conape) e a Contee vai apresentar uma proposta de cadeia produtiva para a educação”.

O tema será debatido pela entidade ainda este ano, e Gilson apresentou algumas das ideias que a permeiam. “Queremos conduzir a educação a um novo patamar de desenvolvimento. Precisamos nos apropriar da tecnologia e termos instrumentos capazes de atender às nossas necessidades e preservar os interesses populares e as soberanias nacionais dos nossos países. Temos que ter materialidade, infraestrutura capaz de garantir esse desenvolvimento. Não queremos a educação apenas como inclusão, mas também como instrumento de desenvolvimento social”, afirmou.

O professor e senador uruguaio Daniel Olesker, ex-ministro da Saúde Pública e do Desenvolvimento Social do país vizinho, abordou o atual desenvolvimento do capitalismo mundial, “que tem aprofundado as desigualdades sociais. A discussão do futuro tem que contemplar a discussão do controle da tecnologia”, pontificou, concordando com Gilson.

Marcelo Magnasco, da Fesiduas, deplorou que “a pandemia do coronavírus aprofundou desigualdades econômicas e de acesso à educação em todo o Planeta, em especial nos países dependentes, como os da América Latina”.

Cristina Castro, coordenadora da Secretaria de Relações Internacionais da Contee, salientou que “não há desenvolvimento sem a participação das mulheres e sem que a democratização da educação seja contemplada. Os sindicatos acumulam, atualmente, a tarefa de acompanhar e fiscalizar as condições sanitárias nos estabelecimentos de ensino durante a pandemia, que ceifa centenas de vidas diariamente no Brasil”.

Fernando Rodal, presidente da CEA, considerou que “este debate central que está sendo colocado com enorme clareza e desafios pelos companheiros Olesker e Gilson é um verdadeiro incentivo para nossas tarefas”.

Assista à íntegra da Conferência:

Carlos Pompe

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