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O dia de ontem (3) foi marcado por diversos atos em apoio aos petroleiros, que iniciaram uma greve por tempo indeterminado no último sábado (1°). A mobilização é contra a demissão de mil trabalhadores da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR), cujo fechamento foi anunciado pela Petrobras, bem como em protesto contra o descumprimento de acordo coletivo.

Esse não é, contudo, um movimento restrito aos petroleiros, dizendo respeito, na verdade, a todo o povo brasileiro. No caso da educação, por exemplo, a política do atual governo em relação à Petrobras joga uma pá de cal sobre a conquista — que já não havia sido implementada em função do golpe de 2016 — que representou a sanção, de 2013, a lei destinando 75% dos royalties do petróleo para o setor, juntamente cpm 50% de todos os recursos do Fundo Social do pré-sal.

Como destacou a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o que está em jogo é o desmonte de uma das principais empresas nacionais, com tecnologia de ponta e capacidade ímpar para o desenvolvimento da indústria nacional.

Em nota, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) seguiu também apontou a relevância nacional dessa luta. “Embora ancorada na defesa do emprego e cumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho, que tem força de lei mas é abusivamente ignorado pela direção neoliberal da empresa, a paralisação extrapola o mero corporativismo e vai ao encontro dos interesses maiores do povo brasileiro e da luta das forças democráticas e patrióticas”, ressaltou.

“Trata-se de uma greve em defesa da soberania nacional, contra o desmonte, a política de preços indexada ao dólar e a privatização fatiada da Petrobras que vem sendo levada a cabo desde o golpe de 2016, restaurador da nociva agenda neoliberal, e com maior agressividade pelo governo da extrema direita sob o comando do neofascista Jair Bolsonaro e o rentista Paulo Guedes.”

De acordo com a Federação Única dos Petroleiros (FUP), as mobilizações de ontem aconteceram em 24 unidades do Sistema Petrobras em 13 estados, incluindo refinarias, terminais e plataformas de petróleo. Eles calculam que 14,7 mil pessoas aderiram ao movimento.

Por Táscia Souza, com informações da CUT e da CTB

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