Trabalhadores em educação foram incluídos no plano de vacinação contra o coronavírus

Os profissionais do ensino foram incluídos entre os grupos prioritários no plano nacional de operacionalização da vacinação contra a covid-19 apresentado quarta-feira, 16, pelo Ministério da Saúde. A estimativa é de que os grupos de maior risco e de maior exposição estejam vacinados ainda no primeiro semestre de 2021, mas ainda não há uma data para início do processo. O Ministério prevê que a campanha pode começar no final de fevereiro.

A Contee se posicionou pela inclusão dos profissionais do ensino entre os grupos prioritários, argumentando que “trabalhadores, estudantes e familiares envolvem mais de 50 milhões de brasileiros. A pandemia já causou quase 200 mil mortes no país neste ano e tem havido uma flexibilização do isolamento social, o que amplia a contaminação” (Leia a nota da Contee http://contee.org.br/a-vacina-salva-e-e-direito-de-todos-as-os-brasileiros/).

A primeira fase da vacinação anunciada pelo governo prioriza trabalhadores da saúde, população idosa a partir dos 75 anos de idade, pessoas com 60 anos ou mais que vivem em instituições de longa permanência, população indígena e comunidades tradicionais ribeirinhas. Em um segundo momento, entram pessoas de 60 a 74 anos. Na sequência, a imunização de pessoas com comorbidades que apresentam maior chance para agravamento da doença, como portadores de doenças renais crônicas, cardiovasculares, entre outras. Também constam como grupos prioritários para receber a vacina os trabalhadores em educação, forças de segurança e salvamento e funcionários do sistema prisional.

O Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação (acesse aqui https://www.gov.br/saude/pt-br/media/pdf/2020/dezembro/16/plano_vacinacao_versao_eletronica.pdf) classifica como trabalhadores em educação “os professores e funcionários das escolas públicas e privadas” e recomenda: “Nessa estratégia será solicitado documento que comprove a vinculação ativa do profissional com a escola ou apresentação de declaração emitida pela escola”.

De acordo com o Ministério da Saúde, os critérios para escolha dos grupos prioritários levaram em conta a parcela da população com maior risco de agravamento de óbitos e a manutenção dos serviços essenciais.

Prevenção pós vacina

A vacina vai prevenir a doença, mas não a infecção, e não garante imunidade por longo tempo. O uso da máscara ainda será necessário e algumas restrições serão mantidas. Quem já teve covid pode e deve tomar a vacina. Estudiosos prevêem que estejam disponibilizadas 70 milhões de doses nos primeiros quatro meses do próximo ano.

Carlos Pompe

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