30/8: Movimentos convocam Dia Nacional de Mobilização pelo Fim da Escala 6×1
Movimentos sociais, centrais sindicais e frentes populares convocaram o próximo domingo, dia 30, como Dia Nacional de Mobilização pelo fim da escala 6×1. A ação foi definida em plenária virtual nesta segunda-feira (24/8), que reuniu as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, o Fórum das Centrais Sindicais e o Movimento Vida Além do Trabalho.
A mobilização chega num momento avaliado pelos organizadores como o mais próximo de uma vitória. A PEC que reúne as propostas dos deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Érika Hilton (PSOL-SP) chegou à Comissão de Constituição e Justiça do Senado nesta segunda, enviada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).
O relator, senador Omar Aziz (PSD-AM), apresenta seu parecer na quinta (27) e prevê votação na Comissão e no plenário em 2 de setembro. Aziz descartou alterar o texto aprovado na Câmara, o que evitaria nova votação naquela Casa.
A pressão de rua tenta blindar esse calendário, e a mobilização segue forte também entre 31 de agosto e 4 de setembro, semana de esforço concentrado, com foco em Brasília. Para virar lei, a PEC precisa de 48 votos entre os 81 senadores. Até agora, 41 deles se declaram contrários à proposta, enquanto 21 são favoráveis e 19 não se posicionaram.
Os atos de domingo já têm datas e locais em várias capitais. São Paulo concentra às 9h na Avenida Paulista, em frente ao Masp, até o meio-dia. Salvador se reúne às 9h no Cristo da Barra, com caminhada até o Farol da Barra. Curitiba marca ato às 10h no Largo da Ordem. Na Paraíba, a mobilização vai às portas de fábricas e ao comércio de Campina Grande.
Santa Catarina discute novo ato e envio de trabalhadores a Brasília, depois de marcha que reuniu mais de três mil pessoas na semana passada. Porto Alegre avalia antecipar a mobilização, aproveitando a presença de Lula no estado em 28 de agosto. Minas Gerais define o formato do ato nesta quarta-feira.
O texto em tramitação prevê jornada de oito horas diárias e 40 semanais, em cinco dias de trabalho e dois de descanso, um deles preferencialmente aos domingos, sem redução salarial. A mudança é escalonada: primeiro corte para 42 horas semanais em até 60 dias após a promulgação, depois para 40 horas em 14 meses. Há exceção para profissionais com diploma superior e salário acima de R$ 21,1 mil, que ficam fora das novas regras de jornada, exceção que não vale para o setor público.
Por Andressa Schpallir





