Coordenador da Feteerj destaca a importância do movimento sindical nas eleições gerais

A Feteerj (Federação dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino no Estado do Rio de Janeiro) realizou seu 14º Congresso nos dias 20 e 21 de março. A entidade, que representa 11 sindicatos de professores do setor particular de ensino do estado do Rio de Janeiro, aprovou uma plataforma de lutas e elegeu a diretoria que estará à frente da federação pelos próximos quatro anos.

Sob o lema “Democracia, Soberania e Resistência”, o congresso reuniu 80 delegados para debater o papel das entidades no processo eleitoral e na defesa da democracia, além da luta dos sindicatos pelos direitos dos trabalhadores da educação.

O novo coordenador-geral é o professor Luiz Grossi, do Sinpro Petrópolis, membro da diretoria plena da Contee. Professor aposentado na rede pública municipal, estadual e privada, Grossi atuou por 48 anos em sala de aula. Foi presidente do Sinpro Petrópolis por dois mandatos e atualmente é coordenador da Secretaria de Assuntos Jurídicos e Trabalhistas da entidade.

Para ele, os sindicatos jogam um papel determinante no rumo político que o Brasil vai tomar. “A grande importância do movimento sindical neste ano eleitoral é trabalhar em prol da eleição do presidente Luís Inácio Lula da Silva, na defesa da democracia e da soberania”, afirmou. “São lutas que não são opostas às lutas da nossa categoria, mas as reforçam.”

De acordo com Grossi, caso haja um retrocesso eleitoral, a categoria dos professores e professoras é uma das que mais sofrerá: “Podemos perder direitos e conquistas, como a própria CLT”.

Ele também destaca a importância da luta contra o fascismo. “Precisamos reforçar essa luta, participando das diversas entidades que combatem o fascismo. É preciso trabalhar junto aos movimentos que agem contra o que a agenda fascista tenta implantar.”

Para a categoria docente, o foco é o aumento real dos salários e a manutenção das conquistas sociais nas Convenções e Acordos Coletivos de Trabalho. “A Feteerj representa todos os sindicatos do estado junto ao Sinepe RJ, o que nos dá muito mais força. Nossa luta é por uma CCT unificada da educação básica.”

Confira o plano de lutas aprovado pelo 14º Congresso da Feteerj:

1) Participar da luta pela definição de uma estratégia para pressionar o governo a instituir uma mesa de negociação, visando rever a Reforma Trabalhista e o estabelecimento de um novo marco legal;

2) Participar da luta pela definição de uma estratégia para pressionar o governo a instituir uma mesa de negociação, visando rever a Reforma Previdenciária de 2019 e estabelecer um novo marco legal;

3) Ampliar e fortalecer a luta contra as privatizações das Estatais;

4) Potencializar a defesa da democracia, com unidade e mobilização conjunta com os movimentos sociais, junto aos espaços de participação popular;

5) Fortalecer as ações organizativas e de mobilização em torno das lutas pela Soberania Nacional;

6) Ampliar a interação entre entidades sindicais filiadas, com vistas à construção de frentes unificadas de luta;

7) Defender, junto à categoria e à sociedade, candidaturas no campo democrático e progressista, que representem a classe trabalhadora no pleito de 2026;

8) Lutar pela construção de uma Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) unificada da Educação Básica em todo o Estado do Rio de Janeiro, tendo a Federação como representante dos sindicatos filiados e interlocutora junto ao patronal;

9) Estabelecer formas de sustentação financeira da Federação;

10) Participar dos Conselhos Municipais de Educação e dos diversos fóruns de atuação estadual e municipais ligados à educação ou correlatos;

11) Participar do projeto de valorização, negociação coletiva e atualização da organização sindical no Plano Nacional de Formação Sindical da CUT.

12) Contribuir com o debate nacional sobre o processo de organização dos trabalhadores e trabalhadoras em educação buscando atuação unificada junto à nossa Confederação Nacional (CONTEE);

13) Construir uma pauta reivindicatória e uma agenda de mobilização junto à categoria para a democratização e implementação de propostas que busquem garantir e ampliação de direitos e conquistas;

14) Lutar pela regulamentação do trabalho por Plataformas (aplicativos), com a redução da jornada de trabalho sem redução salarial e limitação de atendimento virtual;

15) Desenvolver ações de combate à precarização das condições de trabalho e de defesa da saúde do professor e da professora;

16)Desenvolver ações de Combate ao racismo, machismo, misoginia, homofobia e defesa de um desenvolvimento sustentável e com justiça social.

Por Andressa Schpallir

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