Cessar-fogo entre Líbano e Israel é prorrogado por três semanas
Acordo anunciado por Donald Trump foi alcançado após reunião na Casa Branca com embaixadores de ambos os países, Yechiel Leiter e Nada Hamadeh
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na quinta-feira (23/04) a extensão do cessar-fogo entre Israel e Líbano por um período de três semanas. O acordo foi alcançado após uma reunião na Casa Branca com os embaixadores de ambos os países, Yechiel Leiter e Nada Hamadeh.
A atual trégua, originalmente declarada em 16 de abril, permanecerá em vigor enquanto as negociações em Washington avançam. Trump descreveu a reunião como “um sucesso” e disse que sua administração colaborará com o governo libanês, embora tenha insistido que Israel continuará as ações militares que ele descreveu como “cirúrgicas”.
Trump expressou sua intenção de receber em breve o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e o presidente libanês Joseph Aoun na Casa Branca.
Esta é a segunda rodada de contatos diretos após a reunião de 14 de abril no Departamento de Estado, a primeira aproximação de alto nível entre as duas nações desde 1993. O Secretário de Estado Marco Rubio participou da mediação e expressou otimismo quanto à possibilidade de alcançar um pacto sólido.
Posição israelense sobre a trégua
O embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, disse que a situação do cessar-fogo com o Líbano “não era 100%”, apenas duas horas após o presidente dos EUA anunciar uma extensão de três semanas da trégua. Apesar dessa avaliação, o diplomata esclareceu que a situação atual é “significativamente melhor” em comparação ao período anterior ao cessar das hostilidades.
Danon justificou a continuidade das operações militares garantindo que as forças israelenses “teriam que retaliar” contra os lançamentos de foguetes do Hezbollah. Sob a premissa de que “toda vez que vemos uma ameaça, agimos”, o enviado israelense questionou a autoridade de Beirute para garantir a segurança na região.
“Acho que a principal questão é se o governo libanês é capaz de impor um cessar-fogo ou um acordo de paz, ou realmente de impor soberania sobre o sul do Líbano”, acrescentou Danon.





