Profissionais do ensino privado de MS enfrentam impasse por reajuste salarial

Professores e trabalhadores administrativos de escolas particulares do Mato Grosso do Sul vêm enfrentando impasse durante a negociação salarial. A categoria que atua na educação básica, superior e cursos livres reivindica reajuste para os salários acima dos pisos.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Mato Grosso do Sul (Sintrae-MS), representante da categoria, a contraproposta patronal é inferior ao índice da inflação do período como explica o presidente do Sintrae-MS, Eduardo Botelho. “Esta proposta patronal de 8% fere a ética e a boa fé, desvaloriza os profissionais da educação exigidas pelo Código Civil, rasga os fundamentos constitucionais da dignidade da pessoa humana e dos valores sociais do trabalho previstos na Constituição Federal, bem como o princípio constitucional que proíbe o retrocesso social. Em uma palavra: a proposta patronal é indecente. Assim sendo, porque não é possível iniciar-se negociação coletiva que tenha o mínimo de seriedade, sem que pelo menos se garanta a reposição salarial”, destaca o professor.
O Sindicato também denuncia que representantes patronais demonstram intransigência durante as negociações. “Principalmente o representante da Kroton, que prima pela intransigência e pelo discurso vazio, o que não há surpresa, porque os fundamentos constitucionais mencionados sempre foram negados por esse grupo econômico, que só enxerga lucro farto e fácil, e nada mais”, enfatiza Botelho.
A próxima reunião de negociação será no dia 4 de abril (segunda-feira), às 9h30, no Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino de Mato Grosso do Sul (Sinepe).
Com informações do Sintrae-MS





