Adilson, da CTB, questiona novo Ministério

O presidente Jair Bolsonaro, sem diálogo com entidades de classe, informou a recriação do Ministério do Trabalho. Pasta ficará com Onyx Lorenzoni, com anúncio de que em abril voltará ao comando de Paulo Guedes, da Economia.

Ministério criado por Getúlio Vargas, com a Revolução de 30, foi extinto dia 1o. de janeiro de 2019, no primeiro dia do governo Bolsonaro.

A Agência Sindical ouviu Adilson Araújo, presidente da CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil.

Principais trechos:

Erro – “O Ministério do Trabalho não poderia ter sido extinto, tendo em vista sua importância histórica e o papel que deve desempenhar num projeto de desenvolvimento nacional”.

Ataque – “A extinção foi um ataque ao que Getúlio Vargas construiu no campo trabalhista e também aos avanços que obtivemos com a Constituição de 1988”.

Puxadinho – “Do jeito que ficou a Pasta, reduzida a uma Secretaria, e da forma com que pode voltar à Economia, em abril, o Ministério corre o risco de virar um puxadinho do Paulo Guedes”.

Emprego – “Esse Ministério precisa estar articulado a uma política nacional de emprego, hoje inexistente. Precisa ter protagonismo na formação profissional e requalificação, pensando-se nas demandas atuais e também no pós-pandemia”.

Guedes – “Sua postura ultraliberal é de desmonte do Estado. Iniciativas como a Carteira Verde-Amarela visam criar o emprego sem direitos, sem cobertura previdenciária, a chamada uberização do trabalho”.

Vigilância – “Estaremos vigilantes pra que a Pasta do Trabalho não venha virar um balcão eleitoreiro nem sirva de instrumento pra desvalorizar ainda mais o trabalho”.

Agência Sindical

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