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Foto: Nelson Almeida/AFP

Neste 11 de agosto a União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e a Associação Nacional dos Pós-graduandos (ANPG) realizam mobilização nacional pela vida, democracia e educação. A Contee participará, como convidada, da atividade, que faz parte da celebração do Dia do Estudante. Na segunda-feira, as entidades projetaram, nas colunas da Câmara e do Senado, em Brasília, inscrição registrando seu luto pelas 100 mil mortes ocorridas devido à pandemia do novo coronavírus no Brasil.

As entidades afirmam que a data “é, mais do que nunca, o dia de todo o Brasil, o dia do nosso futuro”. As entidades conclamam “todos os amplos setores democráticos nacionais para participar das atividades dessa data, tendo em vista as nossas necessidades mais comuns e vitais, os nossos sonhos, as nossas demandas, as nossas ações. São tempos de enfrentamento, de força e de coragem. Não fugiremos à luta!”

Em 11 de agosto de 1827, o imperador D. Pedro I autorizou a criação dos primeiros cursos superiores no Brasil – as faculdades de Direito de Olinda, em Pernambuco, e do Largo do São Francisco, em São Paulo. Em 1927, nas comemorações do centenário dessas faculdades, foi sugerido que a data, que celebrava o Dia do Advogado, fosse mais abrangente, comemorando também o Dia do Estudante. Dez anos depois, nessa data foi criada a UNE.

Tempos de incertezas e resistências

Na convocação do ato, as entidades consideram que estão sendo vividos “tempos árduos”, “ingratos”, “de incertezas, desafios e resistências na história do Brasil frente à maior pandemia de nossos tempos, suas consequências humanas e sociais”.

Será, segundo as organizações estudantis, “um Dia do Estudante como nenhum outro até hoje. Um massivo ato virtual e ações simbólicas de rua que possam, em primeiro lugar, marcar a defesa da vida e a resistência à gestão assassina do governo Bolsonaro frente à pandemia da Covid-19”. O objetivo é fortalecer “as redes de mobilização de quem está em alerta frente às recentes ameaças de manifestações em traços fascistas, dos pedidos de fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, das ações criminosas endossadas pela estrutura do governo Bolsonaro em ataque aberto às instituições e à soberania do estado brasileiro”.

Os estudantes também deploram “a ameaça de volta às aulas presenciais”, que “representam um risco à vida de estudantes, profissionais da educação e familiares. Estaremos ao lado dos professores que já se preparam em diversos estados para uma Greve Pela Vida”.

Registram que nas “faculdades e nas escolas particulares, os números de inadimplência são cada vez maiores, sem políticas de regulamentação ou subsídio de mensalidades para muitos que batalharam para ingressar no ensino superior e ‘ter uma educação de qualidade’, mas agora sofrem as graves consequências socioeconômicas da pandemia. Um quadro que se apresenta em estado grave também na pós-graduação, no corte de bolsas e no sufocamento dos orçamentos da pesquisa e da ciência nacionais, as únicas capazes de auxiliar o país diante das crises sanitária, humana e social”.

Carlos Pompe

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