Contee mobiliza entidades filiadas para Conclat e Marcha Nacional da Classe Trabalhadora

Com o lema “Empregos, Direitos, Soberania, Democracia e Vida Digna”, acontece em Brasília, no dia 15 de abril, a Conclat 2026 (Conferência da Classe Trabalhadora) e a Marcha Nacional da Classe Trabalhadora. A atividade integra o calendário de lutas das centrais sindicais e entidades nacionais, reafirmando a importância da unidade da classe trabalhadora na defesa dos direitos, da valorização do trabalho e da democracia.
A Conferência vai aprovar a Pauta da Classe Trabalhadora, que será entregue ao presidente Lula e aos presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PA) e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Entre os destaques da mobilização, estão a luta pela redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais e o fim da escala 6×1; a regulamentação do trabalho por aplicativos; o fim da pejotização; o combate ao feminicídio e o direito à negociação coletiva para os servidores públicos.
A Contee orienta a participação dos sindicatos e federações filiadas, garantindo ampla participação nesse importante momento de mobilização e resistência. Para o coordenador-geral da entidade, professor Railton Nascimento, a Conclat é um momento muito importante da luta dos trabalhadores do país, principalmente neste ano, que ele considera “decisivo”. “É um ano que o país ou continua esse caminho democrático, da soberania, do desenvolvimento, da justiça, com o presidente Lula, ou retroage ao fascismo que nós experimentamos o gosto amargo, os golpistas que foram derrotados, que tentaram usurpar o poder depois de derrotados nas eleições.”
Maria Marta, coordenadora da Secretaria de Formação, entende que este é um momento fundamental de unidade, mobilização e consciência de classe. “Estar na Marcha é um compromisso político e ético. É dizer que não aceitaremos retrocessos e que seguiremos firmes na luta por direitos, valorização e justiça social. Nenhum direito foi conquistado sem luta e porque sei que é a nossa mobilização que garante o presente e o futuro da classe trabalhadora.”
Fim da pejotização
O fim da pejotização será a bandeira prioritária da Contee. “Nós elegemos como uma pauta central, que vamos levar à Brasília, a luta contra a pejotização. Não é possível que professoras, professores, técnicas e técnicos administrativos sejam tratados como empresários de si mesmos nessa grande farsa. E não é possível que vamos permitir que a justiça do trabalho seja desmontada no país e, por tabela, vermos os sindicatos desestruturados”, afirmou Railton.
Para Maria Marta, combater a pejotização é afirmar que trabalho não é mercadoria e que direitos não podem ser tratados como opcionais. “A formação sindical tem um papel essencial nesse processo: é por meio dela que fortalecemos a consciência crítica, ampliamos a organização da categoria e preparamos trabalhadores e trabalhadoras para enfrentar os ataques e defender seus direitos.”
“É de fato um tema aterrorizante para os trabalhadores e trabalhadoras da educação no setor privado, trabalhadores que podem, definitivamente, além de perder a proteção da justiça do trabalho e do sindicato, ter direitos consolidados na Constituição e na CLT, como férias, 13º e aposentadoria jogados na lata de lixo”, explicou o Railton.
“Conclamamos todos os trabalhadores e trabalhadoras, sindicatos e federações filiados à Contee para marcar presença nessa data importante em Brasília, quando essas pautas serão entregues ao presidente Lula e também aos representantes dos demais poderes da república.”
As centrais sindicais disponibilizarão ônibus saindo de diversas regiões do Brasil para viabilizar a ida dos trabalhadores e trabalhadoras à Brasília.
Programação:
8 horas: Conferência no Teatro Nacional
11 horas: Marcha da Classe Trabalhadora rumo ao Congresso Nacional
Por Andressa Schpallir




