Organizações de educadores se unem em defesa dos professores de Honduras
A Confederação de Educadores Americanos (CEA), a Federação de Sindicatos Docentes Universitários da América do Sul (Fesiduas) e o Fórum pela Educação na Ibero-América divulgam nota conjunta de solidariedade à Federação de Organizações Magistrais de Honduras (FOM), em defesa da educação pública e dos direitos trabalhistas dos professores hondurenhos.
Honduras enfrenta uma crise no setor educativo e neste 1º de junho a FOM lançou uma paralisação nacional diante do descumprimento, por parte do governo, do reajuste salarial prometido aos docentes. Cerca de 71 mil professores foram convocados a suspender as atividades nas escolas públicas de todo o país.
O reajuste já foi aprovado em lei e publicado no Diário Oficial, mas a Secretaria de Finanças e a Secretaria de Educação permanecem em silêncio sobre quando será efetivado o pagamento — situação que os dirigentes descrevem como um desrespeito à representação sindical e às negociações coletivas.
Diante desse cenário, as organizações signatárias expressam sua solidariedade e convocam o governo hondurenho ao diálogo permanente, ao respeito às convenções internacionais do trabalho e ao cumprimento dos compromissos assumidos com os trabalhadores da educação pública. A seguir, a nota na íntegra.
Solidariedade com a Federação de Organizações Magistrais de Honduras
A Confederação de Educadores Americanos (CEA), a Federação de Sindicatos Docentes Universitários da América do Sul (Fesiduas) e o Fórum pela Educação na Ibero-América expressam seu mais firme apoio e solidariedade com a defesa da educação pública na República de Honduras e no Continente.
O exercício livre e democrático da liberdade sindical e dos direitos trabalhistas deve ser sempre uma orientação para a atuação dos governos e de suas autoridades ministeriais, evitando o desconhecimento de quem representa legitimamente as organizações sindicais.
A convocação e o respeito ao diálogo construtivo representam uma resposta séria e necessária de toda a comunidade educativa para enfrentar e evitar a deterioração das condições de trabalho e do sistema público de ensino, que aspiramos seja de qualidade socialmente referenciada.
Da CEA, da Fesiduas e do Fórum fazemos um apelo respeitoso ao Governo de Honduras para que o diálogo seja estabelecido como mecanismo permanente, que respeite as convenções internacionais de negociação coletiva e de organização, reconhecidas e vigentes na Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Por fim, lembramos que defender a Educação Pública é parte essencial da vida em democracia, dos direitos sociais e do melhor futuro para as nossas sociedades.
1º de junho de 2026.





