Congresso da CEA termina em clima de unidade

Objetivo do evento foi fortalecer os princípios de defesa da democracia, dos direitos humanos e da justiça social, bem como da melhoria das condições de vida e trabalho nas respectivas nações

O XXI Congresso da CEA (Confederação de Educadores Americanos) foi encerrado nesta sexta-feira (18), no Panamá, com a declaração “Pela UNIDADE dos que tornam possível a educação”. O documento reafirma, entre vários pontos, o compromisso da CEA e das organizações filiadas, entre as quais a Contee, com a defesa da educação pública, gratuita, laica, obrigatória, de qualidade e com compromisso social para os povos do continente.

A Contee foi representada no congresso pelo coordenador-geral, Gilson Reis, pela coordenadora da Secretaria de Relações Internacionais, Cristina Castro, e pelo diretor da Plena Leonil Dias da Silva. Da base da Contee, também participaram delegações do SindEducação/ES (com os diretores Almir Pacheco Scheidegger, Rogério José Erler, Cláudio Hilário, além do próprio Leonil Silva, presidente do sindicato) e do Sinpro/ES (representado pelos dirigentes Juliano Pavesi Peixoto, Jonas de Paula Rodrigues e Kelem Motta Vargas).

O objetivo do evento, além da eleição da nova diretoria da entidade internacional, foi fortalecer os princípios de defesa da democracia, dos direitos humanos e da justiça social, bem como da melhoria das condições de vida e trabalho nas respectivas nações, contribuindo para o desenvolvimento da educação através da ação sindical.

Que educação?

Na última quinta-feira (17), o coordenador-geral da Contee, Gilson Reis, participou do painel “Que educação, para um futuro que já é presente: desafios e possibilidades”. O diretor da Contee apresentou o documento “Educação 5.0: uma cadeia produtiva para a educação brasileira”, elaborado para a Conape (Conferência Nacional Popular de Educação), realizada em julho, no Brasil.

Gilson reiterou que educação e política educacional são, para um país que se pretende desenvolvido, “um dos pilares mais importante e, portanto, um extraordinário desafio. Acrescentou ainda que as tecnologias aplicadas à educação “demandarão enormes esforços financeiros, políticos, científicos e tecnológicos, mesmo porque estamos muito atrasados”.

O painel foi composto também por entidades da Argentina, do México, do Panamá e de Cuba. Representantes de todos os países abordaram as dificuldades educacionais impostas pela pandemia, em especial em Cuba, onde o bloqueio dos EUA ainda impede o acesso pleno à internet. Apesar disso, o ensino remoto lá foi resolvido por meio do canal de TV educativo, acessível a todos os estudantes.

Táscia Souza

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