Diretora da Contee defende trabalhadores da educação privada em plenária do FNPE

“A Contee representa 1,5 milhão de trabalhadores do setor privado de ensino. E, neste momento, passamos por uma dinâmica bastante importante de ser destacada. Todos divulgam as falas da Viviane Senna, todos divulgam as falas da Priscila Cruz do Todos pela Educação… Mas o que ouvimos aqui, na grande maioria das vezes, diz respeito à importância de manter a defesa dos trabalhadores da rede pública, de não deixar que retornem às aulas e se exponham ao risco, mas raramente isso se estende aos trabalhadores do setor privado”, cobrou hoje (18) a coordenadora da Secretaria de Assuntos Educacionais da Contee, Adércia Bezerra Hostin dos Santos, durante a Plenário Nacional do Fórum Nacional Popular de Educação (FNPE).

Na manhã desta sexta-feira, a plenária, que contou com a presença de representantes das entidades nacionais do campo educacional, do diretor da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (ENSP/Fiocruz), Hermano Castro, da governadora Fátima Bezerra (RN) e da deputada Professora Rosa Neide (PT-MT), teve como pauta o enfrentamento à pressão pelo retorno às aulas presenciais. À tarde, o FNPE volta a se reunir para debater a preparação para a Conferência Nacional Popular de Educação (Conape) de 2022.

“Há ainda uma necessidade urgente de se desmistificar a ideia de que há só elite no setor privado e de que há condições de retorno para esses trabalhadores. Esse é um questionamento necessário para nós e para nossos parlamentares”, salientou Adércia. Estamos falando de trabalhadores, de famílias. Quando falamos de elite, falamos de uma parcela muito pequena de instituições de ensino que poderiam realmente cumprir todos os protocolos sanitários.”

Reprodução/Facebook

A diretora da Contee lamentou que a discussão, nos estados e municípios, muitas vezes seja permeada pela cisão entre a situação dos trabalhadores do setor privado de ensino e a dos trabalhadores da rede pública. “Somos conhecedores das especificidades de cada um, da rede pública e do setor privado, mas há uma necessidade urgente de que a gente organize nossa fala no campo da relação dos trabalhadores”, alertou. “Nossa defesa incondicional é de que a educação deveria ser pública e gratuita a todos e todas, mas há a necessidade de que a gente olhe para esses trabalhadores do setor privado. O tensionamento do lobby privatista é muito grande, sobretudo com a proximidade das eleições municipais. Por isso essa pressa para que se retome as aulas presenciais agora em outubro, antes do pleito eleitoral”, denunciou Adércia. “A gente precisa firmar nossa voz por todos os trabalhadores da educação e pela sociedade brasileira, que corre sério risco de vida.”

Por Táscia Souza

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