Sinpro Londrina organiza protestos em várias escolas privadas

A luta por melhores condições de trabalho em Londrina, no Paraná, não para. A Contee apoia o movimento e divulga matéria enviada pelo Sindicato local.

Um grande protesto de profissionais que trabalham na rede privada de ensino interditou a Av. Juscelino Kubitschek, esquina com Rua Goiás, em Londrina-PR, nesta manhã. O alvo da mobilização foi a Unifil – Universidade Filadélfia – e o Colégio Londrinense, por defenderem a proposta patronal de dar um reajuste salarial de apenas 7,5%. A inflação do período foi de 11,08%, e os profissionais querem, no mínimo, 12%.

Organizado pelo Sinpro, Sindicato dos Profissionais das Escolas Privadas de Londrina e Norte do Paraná, o protesto teve ampla distribuição de panfletos, faixas, placas e cartazes. A Kombi do Sinpro foi atravessada na Avenida JK, interrompendo o tráfego em uma das mãos, o que gerou um grande congestionamento. Mesmo assim, a maioria dos motoristas gritaram apoio aos trabalhadores.

Ontem, o Sinpro já havia parado a Avenida Maringá, em frente ao Colégio Marista, também na cidade de Londrina. Um diretor do sindicato deitou-se sobre a via, que é uma das mais importantes da cidade, causando um grande congestionamento no entorno.

As mobilização devem se intensificar nos próximos dias. “Estamos organizando duas equipes, para fazermos protestos em dois ou três colégios por dia. Mas, é importante ressaltar que os protestos serão feitos apenas em colégios e escolas que optaram por seguir a orientação do sindicato patronal e dar apenas 7,5%”, explicou Jorge de Andrade, diretor do Sinpro.

O Sindicato das Escolas – SINEPE, ainda não se manifestou nem chamou para uma nova negociação.

BREVE HISTÓRICO DA NEGOCIAÇÃO

A negociação salarial deste ano começou com o comunicado do Sinepe de que não queria dar nenhum aumento, mas que orientara as escolas que queriam se antecipar a dar apenas 6% de reajuste.

Após a primeira rodada de negociação, o Sinepe fez uma proposta de 7,5%. Ela foi recusada por unanimidade pelos profissionais das escolas (professores e funcionários), representados pelo Sinpro Londrina.

Enquanto isso, diversas escolas preferiram dar um reajuste bem próximo da inflação do período e algumas chegaram a dar 12%.

Diante disso, o Sinpro decidiu organizar protestos em frente às escolas que optaram por seguir o Sinepe e insistem nos 7,5%.

A luta continua!

Marista2 ESCOLHIDA7 Marista

*Fonte: Sinpro Londrina e Norte/PR

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