Quem são os 22 deputados que votaram contra o fim da escala 6×1

Boa parte do PL, que trabalhava contra o fim da escala 6x1, mudou de posição por medo de constrangimento e impacto eleitoral e acabou votando favoravelmente à proposta

Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira (27) o fim da escala 6×1, garantindo jornada de trabalho de 40 horas semanais distribuídas em cinco dias, com dois dias de descanso remunerado. O substitutivo do deputado Leo Prates (Republicanos-BA) recebeu amplo apoio, consolidando uma vitória histórica para trabalhadores e para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A proposta, já aprovada em comissão especial, não reduz salários e estabelece um período de transição de 60 dias, permitindo carga horária de 42 horas semanais antes de alcançar as 40 horas definitivas em até 12 meses. Após a aprovação em dois turnos, o texto segue para análise do Senado, mantendo o compromisso de garantir direitos e estabilidade para os trabalhadores.

O contexto político e a resistência da direita

Embora a maioria dos parlamentares tenha apoiado a medida, 22 deputados resistiram à mudança, votando contra no primeiro turno. Entre eles estão nomes ligados ao bolsonarismo e ao centrão, incluindo membros do PL, do MDB e do Novo. Essa resistência, no entanto, não impediu a aprovação da proposta, que contou com ampla base de apoio de partidos de esquerda e centro.

A maior parte da bancada do PL, que historicamente se posicionava contra o fim da escala 6×1, acabou cedendo diante do constrangimento e do impacto eleitoral negativo, votando a favor da proposta. Entre os casos emblemáticos está Nikolas Ferreira (MG), que, apesar de ser um nome de destaque do partido, votou favoravelmente, sinalizando o enfraquecimento da resistência da direita no plenário.

A mudança de voto do PL evidencia que a pressão popular e a cobertura negativa sobre a manutenção da escala 6×1 influenciaram decisões individuais, sobretudo em ano eleitoral.

Lista dos 22 deputados que votaram contra

Adriana Ventura (Novo-SP)
Bibo Nunes (PL-RS)
Carlos Chiodini (MDB-SC)
Caroline de Toni (PL-SC)
Daniel Freitas (PL-SC)
Daniela Reinehr (PL-SC)
Fabio Schiochet (União-SC)
Fausto Pinato (União-SP)
Gilson Marques (Novo-SC)
Julia Zanatta (PL-SC)
Kim Kataguiri (Missão-SP)
Lucas Redecker (PSD-RS)
Marcel van Hattem (Novo-RS)
Mauricio Marcon (PL-RS)
Nicoletti (PL-RR)
Paulo Marinho Jr (PL-MA)
Pezenti (MDB-SC)
Ricardo Guidi (PL-SC)
Ricardo Salles (Novo-SP)
Rosangela Moro (PL-SP)
Sérgio Turra (PP-RS)
Zé Trovão (PL-SC)

No segundo turno da votação, alguns parlamentares que haviam votado favoravelmente ao fim da escala 6×1 deixaram de votar, já que a vantagem era confortável. A votação confirma o enfraquecimento da extrema direita, com votos contrários diminuindo de 22 para 19.

Impacto sobre trabalhadores e perspectivas futuras

A aprovação representa uma vitória concreta para milhões de trabalhadores, que passam a ter direito a dois dias de descanso por semana, um avanço histórico na legislação trabalhista brasileira. Especialistas apontam que a medida fortalece a agenda do governo Lula na defesa dos direitos trabalhistas e evidencia o compromisso com a justiça social.

Além disso, o resultado envia um recado político claro: a resistência bolsonarista e de partidos de direita não conseguiu impedir a implementação de uma pauta de amplo apoio popular. O caso evidencia a dificuldade da direita em sustentar posições impopulares em temas diretamente ligados ao bem-estar dos trabalhadores.

Fonte
Revista Fórum

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