Na 7ª Marcha das Centrais, Contee defende bandeira dos trabalhadores e da educação

Diretores da Contee se juntaram nesta quarta-feira (6) aos cerca de 50 mil trabalhadores da CUT, CTB, Força Sindical, UGT, CGTB e NCST, além de representantes de diversos movimentos sociais, para marchar pelo Eixo Monumental de Brasília levantando a bandeira das principais reivindicações dos trabalhadores e trabalhadoras em 2103. A 7ª Marcha das Centrais Sindicais, que representou a unidade das centrais em defesa do desenvolvimento do Brasil e dos interesses do povo brasileiro, teve em sua pauta pontos centrais e fundamentais, como a jornada de 40 horas semanais sem redução de salário, o fim do fator previdenciário, a igualdade de oportunidade entre homens e mulheres, a política de valorização dos aposentados, os 10% do orçamento da União para a saúde, a correção da tabela do Imposto de Renda, a ratificação da Convenção OIT/158, a regulamentação da Convenção da OIT/151, a ampliação do investimento público e aquela que é uma das principais lutas da Contee e dos trabalhadores em estabelecimentos de ensino: a destinação de 10% do PIB para a educação.

Ainda na agenda da marcha, estava a apresentação das principais reivindicações ao presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), e à presidenta da República, Dilma Rousseff. Na mobilização que tomou a rua, a Confederação foi representada pela maioria dos integrantes da Diretoria Executiva (Adércia Bezerra Hostin, da coordenadora da Secretaria de Assuntos Educacionais; Cássio Filipe Galvão Bessa, da Secretaria-Geral; Cristina de Castro, da Secretaria de Comunicação Social; José Carlos Arêas, da Secretaria de Políticas Sindicais; José Jackson Bezerra, da Secretaria de Políticas Sociais; José Ribamar Barroso, da Secretaria de Organização Sindical; Luiz Gambin, da Secretaria da Saúde do Trabalhador; Maria Clotilde Lemos Petta, da Secretaria de Políticas Internacionais; Nara Teixeira de Souza, da Secretaria de Assuntos Institucionais; e Rodrigo Pereira de Paula, da Secretaria de Juventude), além de outros representantes da Diretoria Plena.

“Foi uma belíssima marcha, que mostra a unidade das centrais em torno da retomada da agenda dos trabalhadores, da agenda da Conclat”, frisou o coordenador da Secretaria de Políticas Sindicais da Contee, José Carlos Arêas, citando, ente outros pontos, a luta pela redução da jornada, pelo fim do fator previdenciário e pela valorização dos aposentados. “Essa marcha inicia uma nova jornada de lutas. E a participação da Contee demonstra a batalha dos trabalhadores da educação e sua contribuição com a luta de todos os trabalhadores.”

“Esse movimento unitário fortalece o protagonismo dos trabalhadores, mostra que não são só os empresários que apresentam sua pauta, que se fazem ser ouvidos, mas nós também, trabalhadores”, declarou, por sua vez, o coordenador da Secretaria de Políticas Sociais da Contee, José Jackson Bezerra. Ele também destacou a luta dos trabalhadores em estabelecimentos de ensino pelos 10% do PIB para a educação pública e a destinação de 50% do Fundo Social do Pré-Sal para o setor. “Essa perspectiva vai ter que avançar em 2013.”

Esse tema também foi reforçado pelo presidente da UNE, Daniel Iliescu, que, ao lado dos participantes da marcha, defendeu a verbas para a educação pública e a necessidade de assegurar melhores condições de vida e trabalho aos jovens trabalhadores. Daniel ressaltou ainda a importância da democratização dos meios de comunicação.

A caminhada durou mais de três horas e percorreu o Eixo Monumental de Brasília, saindo do Estádio Nacional Mané Garrincha, passando por toda a Esplanada dos Ministérios e terminando no Congresso Nacional. Ao longo da marcha, que percorreu mais de sete quilômetros na capital federal, o tom dos discursos dos dirigentes sindicais indicava que todos estavam ali para tratar de questões amplas para o Brasil, com alcance para todo o conjunto da sociedade, pressionando o governo federal e o Congresso Nacional a atender a pauta de revindicação dos trabalhadores e trabalhadoras.

“A pauta da classe trabalhadora continua parada no Congresso. Esta marcha mostra que os trabalhadores do Brasil querem discutir e têm proposta para o desenvolvimento do país. Mais de 50 mil pessoas estão mostrando para o governo federal qual o rumo que a classe trabalhadora quer”, afirmou o presidente da CTB, Wagner Gomes.

Por sua vez, o presidente da CUT, Vagner Freitas destacou as conquistas trabalhistas que foram garantidas pelas marchas anteriores. “Na primeira marcha, conseguimos a política de valorização do salário mínimo”, destacou. O líder cutista também pediu uma salva de palmas em homenagem ao presidente Venezuelano Hugo Chávez, que faleceu na última terça-feira (5). “É vermelha a cor da minha central, é vermelho o meu sangue. Mas hoje vim com uma camisa preta de luto por esse grande combatente latino-americano.”

José Carlos Arêas também fez questão de aproveitar sua avaliação sobre a mobilização dos trabalhadores brasileiros para prestar honras a Chávez, a quem chamou de “Simón Bolívar do século XXI, por defender o interesse a a união dos povos da América Latina numa nova unidade contra o império”.

Foto da home: Marcello Casal Jr./ABr
Da redação

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