Nota das centrais em apoio à greve na GM dos Estados Unidos

Conforme informações veiculadas pelo jornal “O globo” cerca de 46 mil funcionários das 31 fábricas da GM, a maior fabricante de automóveis dos Estados Unidos, entraram em greve nesta segunda-feira (16), em meio às negociações para um novo Acordo Coletivo. As centrais sindicais brasileiras divulgaram nota em apoio ao movimento, que é o primeiro em 12 anos e vem sendo acompanhado de perto pelos políticos a um ano da campanha eleitoral na qual o emprego será um dos temas em discussão. Os operários são filiados à confederação sindical United Auto Workers (UAW).

A produção de automóveis ficou completamente parada nos Estados Unidos, disse à AFP Brian Rothenberg, porta-voz do UAW, poderoso sindicato do setor automotivo, que convocou a primeira greve desde 2007.

— Estamos em greve desde meia-noite — disse Rothenberg.

Analistas da indústria automotiva ouvidos pelo Wall Street Journal estimam que a greve possa fazer a montadora perder entre US$ 50 milhões e US$ 100 milhões por dia, e cortar pelo menos um décimo do lucro operacional projetado de US$ 3,5 bilhões no terceiro trimestre até o fim da semana.

Leia abaixo a nota das centrais:

Expressamos nosso apoio e solidariedade aos trabalhadores e trabalhadoras da GM (…) nos EUA, em greve por salários justos, plano de saúde acessível, participação nos lucros, segurança no trabalho e outras importantes reivindicações.

A reestruturação imposta pela empresa tem causado enormes prejuízos para a classe trabalhadora. As centrais sindicais brasileiras manifestam seu total apoio a esta greve e à UAW (United Auto Workers), que está à frente dos piquetes e da luta de resistência em defesa dos direitos. Faremos todo o possível, em solidariedade ativa a este movimento, para que seja vitorioso!

São Paulo , 15 de setembro de 2019

CTB

Força Sindical

CUT

CSP-Conlutas

UGT

NCST

CGTB

CSB

Intersindical ( Central )

Intersindical (instrumento de organização)

CTB

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Um Comentário

  1. Nota das centrais sindicais na íntegra:
    Todo apoio à greve dos trabalhadores das montadoras nos Estados Unidos
    O conjunto das centrais sindicais brasileiras manifesta apoio incondicional aos trabalhadores da General Motors, Ford e Stellantis, nos Estados Unidos, que entraram em greve dia 15 de setembro de 2023.
    Pela primeira vez na história do movimento de trabalhadores nos EUA, operários e operárias das três maiores fabricantes de automóveis cruzaram os braços ao mesmo tempo, em uma mobilização unitária.
    A luta é uma reação às perdas salariais e aos ataques aos direitos dos trabalhadores das montadoras ocorridos por anos consecutivos.
    Fábricas foram fechadas e os trabalhadores sofreram com a implantação de grades salariais rebaixadas e perda de direitos enquanto as três empresas obtinham lucros exorbitantes (obtiveram lucro de R$ 21 bilhões nos primeiros meses de 2023, segundo o UAW, United Auto Workers, sindicato que organiza os trabalhadores automotivos dos EUA e Canadá).
    A greve dos trabalhadores das montadoras nos Estados Unidos é justa e deve ser apoiada por todos, a começar pelos trabalhadores de montadoras no Brasil, que enfrentam os mesmos problemas. A solidariedade internacionalista é fundamental!
    Por isso, chamamos todos os sindicatos, movimentos sociais e demais organizações democráticas a, através de ações de solidariedades, apoiar firmemente esta mobilização.
     Pelo atendimento das reivindicações levantadas pelo o UAW!
     Pela vitória dos trabalhadores nos Estados Unidos!
     Viva a solidariedade internacional!
    São Paulo, 15 de setembro de 2023
    Sérgio Nobre, Presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores)
    Miguel Torres, Presidente da Força Sindical
    Ricardo Patah, Presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores)
    Adilson Araújo, Presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)
    Moacyr Roberto Tesch Auersvald, Presidente da NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores)
    Antonio Neto, Presidente da CSB, (Central dos Sindicatos Brasileiros)
    Atnágoras Lopes, Secretário Executivo Nacional da CSP-Conlutas
    Nilza Pereira, secretária geral da Intersindical Central da Classe Trabalhadora
    José Gozze, Presidente da PÚBLICA, Central do Servidor
    Emanuel Melato, Coordenador da Intersindical – Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora

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