Entidades de mulheres conclamam 8 de Março contra a fome e por ‘Bolsonaro nunca mais’

Em celebração ao 8 de Março, Dia Internacional das Mulheres, entidades femininas lançaram um contundente manifesto em defesa da vida, contra a fome e a carestia, e por um Brasil sem machismo, sem racismo e sem Bolsonaro.

O manifesto, que será distribuído nas ruas de São Paulo amanhã, assinado pela Confederação Brasileira de Mulheres (CMB), a sessão São Paulo da União Brasileira de Mulheres (UBM) e a Federação das Mulheres Paulistas (FMP), denuncia o governo Bolsonaro pelo enfrentamento genocida da pandemia e pelo “retrocesso em diversos avanços conquistados” pelas mulheres, e conclama: “Bolsonaro nunca mais!”.

“O avanço das forças antidemocráticas e ultradireitistas colocam em cheque a participação das mulheres nos espaços públicos e sua contribuição ao desenvolvimento nacional. As taxas de desemprego no Brasil e o projeto de desregulamentação das relações de trabalho alavancam o retorno das mulheres ao espaço privado, para cumprir o papel do Estado no que se refere ao cuidado para a manutenção da vida”, afirmam.

Segundo as entidades, após quatro anos da chegada de Bolsonaro ao governo, “a desgraça que tomou conta do país atinge muito mais as mulheres”.

O documento cita levantamento da FGV Social, que mostra que 28 milhões de brasileiros estão abaixo da linha da pobreza, e que, conforme pesquisa do IBGE, a taxa de desemprego entre as mulheres chegou a 17,9% no primeiro trimestre de 2021, enquanto entre os homens foi de 12,2%.

“A fome e a insegurança alimentar são maiores nos lares chefiados pelo sexo feminino. Além disso, as mulheres ainda são responsáveis pelos cuidados com a escola, a vacinação e a saúde de suas crianças”, afirma a presidente da FMP, Eliane Souza.

Em declaração ao HP, a diretora da FMP, Karina Sampaio, disse que neste 8 de Março “a Federação das Mulheres Paulistas decidiu pautar como central a luta contra a carestia e exigir controle de preços, com o tabelamento dos valores dos itens que compõem a cesta básica ao nível de 2020, quando custavam R$ 466,50, em contraste com os absurdos R$ 713,86 deste mês. Defendemos o mesmo em relação ao preço do gás de cozinha e da conta de luz”.

Segundo Karina, “desde o início da pandemia, a FMP realizou campanhas de solidariedade para apoiar as pessoas que estão passando por necessidades, defendeu o pagamento de auxílio emergencial e a prioridade para a geração de empregos. Mas é necessário uma ação emergencial, para hoje, que proteja as nossas famílias da fome. E essa ação é o controle desses preços”, disse.

O manifesto também aponta que “a violência, marca do governo genocida de Bolsonaro, também afeta mais as mulheres”, e cita que “2020 e 2021 registraram os maiores índices de feminicídio da história do país”.

“Essa tragédia já era anunciada pelo apelo à violência feito cotidianamente pelo presidente, que facilitou a compra e posse de armas de fogo e não foi capaz de garantir a subsistência dos brasileiros durante a pandemia, o que contribuiu para o aumento exponencial da violência contra as mulheres”, afirmam as entidades.
Com a palavra de ordem “vamos juntas derrotar Bolsonaro”, as entidades conclamam as mulheres, que sempre foram a maioria entre seus opositores, a resistirem na luta pela democracia e contra “o governo da exclusão, da miséria e da fome”.

“Vamos ampliar a mobilização e apontar o caminho da unidade para derrotar Bolsonaro e construir uma grande frente em defesa do Brasil. As mulheres serão linha de frente nessa luta, vamos ocupar a política, virar o jogo e fazer dessas eleições o reencontro do Brasil com o futuro!”, diz o manifesto.

Hora do Povo

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