Números históricos da Pnad confirmam vitórias do governo Lula

Mais empregos e mais renda para os brasileiros. É o que mostram os resultados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) apresentados nesta quinta-feira (16/4) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

As taxas de desocupação se mantêm em um patamar histórico. Os dados mostram que desde abril de 2025, os declarados desocupados no Brasil não chegam a 6% da população. Em fevereiro, a desocupação ficou em 5,6%, considerando a dessazonalização.

A pesquisa mostra 103,4 milhões de ocupados, o maior nível desde 2012, um crescimento de 1,7% no acumulado dos doze meses encerrados em fevereiro de 2026. O avanço nas contratações se dá em todos os segmentos pesquisados, quando observado o quarto trimestre de 2025, tanto na comparação interanual quanto em relação ao trimestre anterior, com destaque para saúde e educação.

Ao mesmo tempo, houve aumento da população ocupada formal, que cresceu a uma taxa média de 3,6% nos últimos doze meses. Considerando os últimos dois anos, a taxa de formalidade avançou de 61,2% para 62,5%. No mesmo período, o crescimento da ocupação informal foi de 0,5%. A taxa de trabalhadores sem carteira assinada ou que trabalham por conta própria sem CNPJ caiu para 37,5% no trimestre encerrado em janeiro, o menor patamar desde julho de 2020.

Rendimento

Em fevereiro, de acordo com a Pnad Contínua, o rendimento médio habitual – valor bruto, ajustado pela inflação, que a pessoa normalmente recebe por mês – do brasileiro chegou a R$ 3.786. Este é o valor mais alto já registrado pelo IBGE desde 2012. Já o rendimento médio efetivo – que é volátil e pode incluir horas extras, bônus ou descontos – chegou a R$ 3.859.

A variação foi de 5% e 4% respectivamente, em relação ao ano anterior, crescimento acima da inflação. No mesmo período, a massa salarial habitual cresceu 5,8%, o que aumentou o poder de consumo das famílias.

Com mais gente empregada e ganhando mais, o total de salários circulando na economia também bateu recorde, somando R$ 271,1 bilhões. O reflexo também se deu no consumo, que teve alta, sustentado pela renda. Itens como geladeira já são praticamente universais, presente em 98,4% dos lares. A máquina de lavar roupa está em 72,1% dos domicílios.

Políticas públicas e investimento

O cenário positivo está intimamente ligado a programas instituídos pelo governo Lula e tende a crescer. A política de valorização real do salário mínimo eleva os salários e aumenta o poder de compra da base da pirâmide. O programa Crédito do Trabalhador (consignado com garantia do FGTS) já injetou R$ 26 bilhões em novos empréstimos só em 2026, com projeção de R$ 134 bilhões no ano. Programas como Gás do Povo e Luz para Todos funcionam como aumentos indiretos de renda, liberando orçamento para outros consumos.

A isso se soma a recente aprovação da isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil. A medida vai representar quase um 14º salário para 15 milhões de pessoas, devolvendo entre trinta e quarenta bilhões de reais aos trabalhadores.

O Novo PAC, presente em 95% dos municípios brasileiros, também contribui para o ciclo virtuoso da alta de emprego e aumento do consumo. Só na saúde, são R$ 31,2 bilhões investidos em obras e equipamentos; na educação, R$ 24,2 bilhões para novas escolas e creches. Essas obras geraram milhões de vagas diretas na construção civil e serviços, além das indiretas, totalizando quase 4 milhões de novas contratações.

Moradia

Apesar dos avanços, a pesquisa mostrou um crescimento histórico de 5,4% dos domicílios alugados, considerando os dez últimos anos. Se em 2016, dos 66,6 milhões de domicílios identificados, 66,8% eram próprios e pagos por algum morador,  em 2025 o índice cai para 60,2%, considerando o aumento na quantidade de domicílios para 79,3 milhões.

Apesar da renda mais alta, o acesso à casa própria ficou mais difícil. O governo federal reconhece o gargalo e turbinou, recentemente, o principal programa habitacional do país, o Minha Casa Minha Vida (MCMV). A expansão foi recorde em 2025, com R$ 180 bilhões investidos. A meta é contratar 3 milhões de moradias até o fim de 2026.

O público também foi ampliado com a criação da “Faixa 4”. O limite de renda foi elevado para R$ 13 mil e o valor do imóvel para R$ 600 mil, tentando atender também a classe média que foi empurrada para o aluguel. Ou seja, o governo federal tenta contrabalançar a crise do aluguel com a maior injeção de recursos da história no setor habitacional.

Por Andressa Schpallir

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo
666filmizle.site