Dieese constata melhora incipiente no cenário das negociações salariais, mas arrocho ainda prevalece

Em julho o percentual de acordos e convenções coletivas com aumentos reais subiu a 31,8% e o de reajustes inferiores à inflação ficou abaixo de 50%

Análise de 245 acordos e convenções coletivas registrados no Mediador, do Ministério do Trabalho e Previdência, até 10 de agosto, revela que 31,8% dos reajustes salariais de julho ficaram acima da inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, considerado como índice oficial de inflação).

Outros 20,8% tiveram resultados iguais à inflação e 47,3% ficaram abaixo do INPC. As categorias que conquistaram reajustes acima da inflação conseguiram, em média, ganho real de 0,38%. As que não conseguiram nem repor o INPC tiveram, em média, perda de 2,57%.

No cômputo geral de julho, considerando todos os reajustes (acima iguais e abaixo da inflação), a variação real média foi negativa: -1,10%. Isto significa que o arrocho salarial continua dando o tom nas mesas de negociação.

Entre as categorias que registram maior percentual de negociações com aumentos reais em 2022 foram citadas: trabalhadores na indústria de alimentação (31%), da construção e mobiliário (30,9%) e metalúrgicos (30,4%). Os comerciários, por sua vez, apresentaram menos registros de reajustes abaixo da inflação (18,9%).
Quanto aos pisos salariais, o maior valor médio foi verificado na categoria dos profissionais liberais (R$ 2.690,11); e o menor, entre os trabalhadores na indústria de calçados (R$ 1.282,03).

Fonte: Dieese

CTB

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