Durante a COP-27, desmatamento na Amazônia em outubro bate recorde

A área desmatada da Amazônia em outubro de 2022 foi a mais alta já registrada pelo Deter, do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), desde 2015: 903,86 km². Até o dia 28 de outubro, o número parcial de desmatamento estava em 813,2 km².

O programa Deter é utilizado para a elaboração de políticas públicas de combate ao desmatamento, e não é responsável pela medição oficial dos dados de desmate, feita pelo Prodes, também do INPE. Porém, os resultados do Deter servem para antever as tendências do Prodes, que deverá trazer números altos para o mês.

Perda de vegetação nativa

Segundo um relatório do MapBiomas, a Amazônia perdeu mais vegetação nativa entre 1985 e 2020 do que nos últimos 500 anos desde a colonização europeia. Nesses 35 anos, a área desmatada da floresta equivale à área da Zâmbia.

Ainda de acordo com o levantamento, 83% da Floresta Amazônica está próxima do ponto de não-retorno, quando não seria mais possível que o bioma gerasse chuva e prestasse seus serviços sistêmicos. Além desses fatores, isso representaria uma perda florestal de 20 a 25%.

Lula na COP-27

Os dados sobre desmatamento foram divulgados durante a realização da 27ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP), que teve início no dia 6 de novembro. O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva participará da segunda semana da cúpula, na companhia dos ex-ministros Fernando Haddad e Celso Amorim.

Até o momento, Lula recebeu 10 pedidos para reuniões bilaterais. Além dos encontros já confirmados com o secretário-geral da ONU, António Guterres, e com o presidente do Egito, Abdul Fatah Al-Sisi, podem ocorrer conversas com o parlamentar britânico Alok Sharma, que presidiu a última COP, com o presidente do Banco Mundial, David Malpass e representantes da Alemanha, China e Estados Unidos.

Ademais, Lula deve participar de três espaços da Conferência: o Brazilian Hub, o fórum dos governadores da Amazônia Legal, e um discurso para um público mais amplo dentro da COP-27.

Bolsonaro, porém, não participará da cúpula da ONU. Sob seu governo, o Brasil recusou a possibilidade de sediar o evento em 2019 e teve sua participação nas COPs anteriores marcada por falas negacionistas do presidente e de sua comitiva e pouco protagonismo do país nas negociações internacionais.

Com informações das agências

CTB

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